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ESPECIALIZAÇÃO EM CIÊNCIAS DO LABORATÓRIO CLÍNICO E DIAGNÓSTICO IN VITRO: Resultados

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Aconteceram em 10 de dezembro de 2011, as defesas de monografias dos alunos da 1ª turma do Curso de Especialização de Ciências do Laboratório Clínico e Diagnóstico in vitro da UNIGRANRIO. Dos alunos que compõem essa turma, oito defenderam seus trabalhos para uma banca composta pelo Coordenador da referida Pós-Graduação Prof. Dr. Sergian Vianna Cardozo (UNIGRANRIO), Profa. M.Sc. Roberta Rêgo (UNIGRANRIO) e Prof. Dr. Bruno Pereira Berto (UFRRJ). Dentre os alunos, citamos o caso da Egressa Alessandra Teixeira de Paula que recentemente foi selecionada para o Curso de Mestrado do Departamento de Parasitologia da Universidade Federal de Visoça (UFV). Vale destacar que a Especialização é uma oportunidade para o aluno conseguir um espaço diferenciado no mercado de trabalho e abrir novos horizontes profissionais. Parabéns a todos!!!!

Por Prof. Dr, Sergian Cardozo

Cursos de Extensão. Feitos sob medida para vocês alunos. Participem…

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Inscrições apartir de 07 de dezembro 2011, na página de Eventos da Unigranrio.

Espécies Invasoras - Destaque do Boletim FAPERJ…

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Velhos problemas… Novas identificações… e ainda as mesmas dificuldades para solucionar os problemas… Vale a leitura e uma pesquisa sobrte fauna alóctone, suas consequências, legislação e impliicação sobre…

Espécies invasoras ameaçam a biodiversidade do Estado

Lécio Augusto Ramos

Fotos de Daniel Gomes Pereira/Uerj

O sagui-do-nordeste (E), espécie exótica, e o mico-leão-dourado (D),
nativo: cruzamento entre espécies diferentes ameaça biodiversidade

A extinção de espécies é uma ameaça real que afeta diversas regiões do Estado do Rio de Janeiro, sejam zonas urbanas, rurais ou florestais. A diversidade e a grande densidade de sua fauna e flora têm sido ameaçadas, de um modo geral, pelas atividades ditas antrópicas (humanas). O desmatamento, a ocupação de áreas de proteção ambiental motivada pela especulação imobiliária e a exploração econômica de matas e áreas florestais sem a necessária preocupação com o equilíbrio ambiental são as causas mais visíveis deste processo de extinção.

Mas a biodiversidade enfrenta outras sérias ameaças, que podem não se apresentar como tais para boa parte da população. A introdução de espécies exóticas, como micos, saguis e jaqueiras, e a disseminação em áreas de preservação ambiental de espécies domesticadas, como cães e gatos, são duas destas ameaças. Gatos, aliás, podem agir como predadores e competidores das espécies nativas da fauna. Num primeiro momento, restringem a quantidade destas e também a sua distribuição espacial e, em última instância, podem levá-las à extinção. Algumas espécies de micos e saguis, graças principalmente ao tráfico de animais silvestres, além de árvores frutíferas como a jaqueira, invadem ecossistemas e desestabilizam o equilíbrio existente. As populações invadidas não assimilam as espécies exóticas que são inseridas em seu habitat e, por isso, não têm meios para evitar a instalação do invasor.

A professora e pesquisadora do Laboratório de Ecologia de Mamíferos do Departamento de Ecologia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Helena Bergallo, coordena uma equipe de pesquisadores que vem se dedicando, há mais de dez anos, ao mapeamento e à avaliação do impacto que as chamadas espécies exóticas vêm causando em vários ecossistemas do estado. Inicialmente, realizou, com o apoio da FAPERJ, um inventário das espécies locais ameaçadas de extinção. “Foi feita uma lista prévia, não oficial e que foi entregue à Secretaria de Estado do Ambiente (SEA). Mas pretendemos fazer uma lista oficial, mapeando onde estas espécies estão localizadas no estado, para que as pessoas comecem a controlá-las”, esclarece a pesquisadora.

Em 2009, Helena foi uma das organizadoras do livro Estratégias e ações para a conservação da biodiversidade no Estado do Rio de Janeiro, que apresenta uma proposta de manejo da biodiversidade para garantir a conservação dos recursos naturais em território fluminense para as futuras gerações e, especialmente, a sobrevivência de espécies nativas ameaçadas por espécies exóticas ou invasoras. “Vários países estão anos-luz à nossa frente em matéria de controle de espécies exóticas, e nós estamos apenas começando. E trabalhos de controle de espécies exóticas são poucos e muito pontuais. O foco de nosso projeto é o efeito das espécies exóticas nas espécies endêmicas ou nativas ameaçadas, espécies que estão estabelecidas na mesma área onde as espécies exóticas foram introduzidas. Creio que uma mudança de mentalidade em relação a este problema é o alvo maior da nossa pesquisa”, destaca a pesquisadora, que é Cientista do Nosso Estado, da FAPERJ. Ela coordena o projeto “Mamíferos endêmicos, ameaçados e exóticos do Estado do Rio de Janeiro”, cujo objetivo principal é propor medidas de controle e erradicação de espécies exóticas invasoras.

Micos e saguis

Sagui-da-serra-escuro: espécie endêmica encontrada
no Parque Nacional da Serra dos Órgãos, no RJ

Em diversas áreas urbanas e florestais e também em regiões de proteção ambiental, é comum a presença de pequenos primatas, como micos e saguis. Eles ganham a simpatia e a proteção da população, que os consideram símbolos da preservação da fauna silvestre. Entretanto, muitas destas espécies são exóticas e ameaçam, na disputa por alimento e espaço, a sobrevivência de espécies nativas. Segundo Helena Bergallo, “é importante compreender que espécies exóticas podem ser oriundas de uma parte do território nacional e que não ocorriam na região onde foram introduzidas. Este é o caso do sagui-do-nordeste ou sagui-de-tufos-brancos (Callithrix jacchus) e do sagui-do-cerrado (Callithrix penicillata), por exemplo, que hoje em dia a gente vê por toda a cidade do Rio de Janeiro”. Além disto, ressalta Helena, não se pode esquecer o tráfico de animais silvestres, que é uma maneira que a população tem de aumentar a renda. Apreendidas pelas autoridades ambientais, estas espécies são, com frequência, soltas na natureza, em vez de serem recolhidas a centros de triagem de animais silvestres.

O sagui-do-cerrado está ocorrendo como invasor, por exemplo, no Parque Nacional da Serra dos Órgãos, localizado na Região Serrana fluminense, onde há uma espécie endêmica ameaçada, que é o sagui-da-serra-escuro (Callithrix aurita), com densidade populacional baixa e distribuição restrita ao Rio de Janeiro e ao sul da Bahia, em áreas muito degradadas. Como são espécies do mesmo gênero, elas se hibridizam, ou seja, conseguem cruzar. De acordo com Helena, esta hibridização põe em risco a sobrevivência do sagui-da-serra-escuro: “Estas espécies congêneres acasalam e conseguem ter filhotes férteis. Não sabemos até que geração, mas sabemos que os filhotes são férteis. Como consequência, estamos perdendo geneticamente o Callithrix aurita. Portanto, é preciso controlar o Callithrix penicillata, erradicando-o da região”, pondera.

Segundo Helena, a possibilidade de devolver uma espécie exótica a seu habitat natural é praticamente impossível. Ela explica as razões: “Primeiro, porque não se sabe exatamente de onde ela veio. Segundo, porque você pode acabar transmitindo doenças que não estão presentes no habitat natural dele, adquiridas no habitat invadido. E aí o risco é muito maior. Este é um grave problema que a gente enfrenta, porque o correto seria realmente exterminá-las. Mas obviamente a população não compreende isto. ‘Poxa, você vai matar um gato?’ ‘Você vai matar um sagui?’ Não se consegue perceber que certas espécies de sagui, por exemplo, estão levando à extinção uma espécie que é nativa.”

Para a pesquisadora, o mesmo problema acontece com animais domésticos. “Temos conversado muito com o pessoal da Ilha Grande para diminuir a quantidade de cachorros e gatos na ilha. Os gatos têm um impacto muito grande sobre o meio ambiente local, e a quantidade gatos lá é muito alta. Temos orientado as pessoas que querem ter seus gatos e cachorros para, ao menos, esterilizá-los.”

Jaqueiras

Processo de anelamento para a erradicação da jaqueira

O caso da jaqueira é igualmente exemplar. Espécie originária da Índia e de outras regiões do sudeste asiático, foi introduzida no Brasil ainda na era colonial e se aclimatou muito bem em praticamente todo o território nacional. Tão bem que um pesquisador, por equivoco, chegou a batizá-la como Artocarpus brasiliensis (o nome correto é Artocarpus heterophyllus). A capacidade de dispersão da jaqueira é muito grande. Além do ser humano, diversos animais adoram seu fruto, contribuindo decisivamente para esta dispersão, enterrando a semente em vários lugares. “Um deles é o gambá, que é um importante dispersor de vários tipos de sementes. Quando ele chega em áreas com jaqueiras, perde este papel, porque passa a comer só jaca e deixa de comer as plantas nativas”, explica.

A equipe de pesquisadoras coordenada por Helena comparou áreas que tinham jaqueiras com áreas que não tinham, constatando uma grande mudança na comunidade de pequenos mamíferos. “Nas áreas sem jaqueiras, você tem uma comunidade composta por espécies frugíferas, insetívoras, onívoras, em geral pequenos mamíferos. E sem grande dominância de uma ou outra espécie”, esclarece. “Em áreas com jaqueiras, constata-se a grande dominância de uma ou duas espécies. Principalmente de uma espécie de rato, que se chama ‘rato de espinho’ (Proechimys sp.), que gosta muito da semente da jaca. Então, a população desta espécie de rato aumenta consideravelmente, perdendo-se outras espécies, como as insetívoras. Além disto, a folha da jaca é muito grossa, demora muito a decompor. Assim, os artrópodes ficam mais escassos em áreas com jaqueiras. E as espécies que comem insetos praticamente desaparecem”, diz.

Para a pesquisadora, é possível controlar as jaqueiras invasoras. “Tenho um aluno que está tratando disto em sua dissertação de mestrado. Ele testou um tratamento físico e um tratamento químico para a erradicação de jaqueiras. O tratamento físico consiste em anelar [fazer incisões no caule em forma de anel] a jaqueira. Você tira uma camada, faz um anel e remove a camada externa, até o floema [tecido das plantas vasculares encarregado de levar a seiva elaborada pelo caule até a raiz e aos órgãos de reserva]. Isto é feito para que se interrompa a conexão da parte de cima com a parte de baixo da árvore”.

Já no tratamento químico, um herbicida é utilizado. “São feitos vários furos na árvore e se injeta um herbicida em quantidades baixas e controladas. Esse é o método que produz melhor resultado”, pondera Helena. No entanto, a dosagem adequada para aplicação do herbicida ainda não foi encontrada pela equipe. “Este é o próximo passo. A dosagem inicial foi muito baixa, por conta do receio de contaminação do meio ambiente próximo. Mesmo assim, houve alguma mortalidade das árvores”, reconhece.

O caso da Serra da Tiririca

Um caso muito ilustrativo deste problema é o que ocorreu há alguns anos na Serra da Tiririca, em Niterói, onde houve uma grande dispersão de uma espécie exótica. Um grupo de Leontopithecus chrysomelas, o chamado mico-leão-de-cara-dourada, foi apreendido e  entregue a um veterinário local, com o objetivo de preservá-los e para que não fossem dispersados pela região. O Leontopithecus chrysomelas é também uma espécie ameaçada de extinção mesmo em seu local de origma. A intenção do veterinário era a de reproduzir a espécie em cativeiro.

Porém, com a morte inesperada do veterinário, pouco depois os micos foram soltos e voltaram à mata na região. Rapidamente, eles se disseminaram por toda parte e podem, a qualquer momento, atingir o habitat do micro-leão-dourado (Leontopithecus rosália). Como são do mesmo gênero, é possível que ocorra uma hibridização, havendo o risco de se perder geneticamente o micro-leão-dourado. Agora, uma mobilização de diversos órgãos e instituições de pesquisa está permitindo que sejam retirados do local e realocados para o seu habitat natural, no sul da Bahia.

© FAPERJ – Todas as matérias poderão ser reproduzidas, desde que citada a fonte.

TCC - Mais que uma culminância acadêmica…Uma celebração…

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Ao final deste semestre realizamos mais uma vez as sessões de defesa dos Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC), envolvendo os acadêmicos de Ciências Biológicas e de Gestão Ambiental!

O TCC é um momento importante na formação dos acadêmicos, quer seja dos Bachrarelandos ou Licenciados. No caso da licencitura, sempre envolvendo a atuação em sala de aula. Através do TCC os acadêmicos tem a possibilidade de exercitar a criação de um projeto, sua execução, redação de resultados e a publicação em periódicos eletrônico (Saúde & Ambiente em Revista - SARE). Uma vivência que perpassa temas curriculares e que transcende as disciplinas estruturadas na grade.

Vejam algumas fotos, gentilmente cedidas oela acadêmica Ignês, que lilustram bem o clima…

Burity

O que é o que é - “E.T.E.” ? Gestão Ambiental da Unigranrio, em TCC explica…

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Na elaboração do Projeto Final dos Alunos do curso de Tecnólogo em Gestão Ambiental, surgem diversas idéias interessantes, uma destas foi à construção de uma Mini-Estação de Tratamento de Esgotos ( E.T.E.) para realizar testes com Bactérias Liofilizadas a fim de verificar a eficiência da mesma frente a um efluente oleoso de uma refinaria.

Os autores deste Projeto (Gessler Sanches Gonçalves (1200462), Tiago Silva Rodrigues (1200482) e Wagner Natalizi (1200479)), orientados pelo Professor André Leone, projetaram e construíram uma pequena estação de tratamento constituída de um Reator Biológico Aerado e um decantador retangular (foto 1).

Visando além dos testes com as bactérias, dar um toque didático ao projeto, a estação foi construída de vidro, podendo assim ser visualizado claramente as etapas envolvidas no processo.

Etapas do Processo:

Reator Biológico Aerado:

Os processos biológicos de tratamento reproduzem em escala de tempo e área os fenômenos de autodepuração que ocorrem na natureza.

Os tratamentos biológicos de esgotos e efluentes industriais têm como objetivo remover a matéria orgânica dissolvida e em suspensão, através da transformação desta em sólidos sedimentáveis (flocos biológicos), ou gases (RAMALHO, 1991).

O sistema de lodo ativado tem como princípio de funcionamento a degradação de matéria orgânica e a sua transformação suspensão numa “floculenta” que sedimente facilmente, permitindo o uso de processos gravitacionais para a sua remoção.

Os produtos formados devem ser mais estáveis, tendo os esgotos ou efluentes industriais tratados um aspecto mais claro, e significativa redução da presença de microorganismos e menor concentração de matéria orgânica.

Os processos de tratamento biológicos têm como princípio utilizar a matéria orgânica dissolvida ou em suspensão como substrato para microorganismos tais como bactérias, fungos e protozoários, que a transformam em gases, água e novos microorganismos.

Os microorganismos, através de mecanismos de produção de exopolímeros (GRADY Jr e LIN,1980), formam flocos biológicos mais densos que a massa líquida, da qual separam-se com facilidade.

Os flocos biológicos em excesso, chamado de excesso de lodo, são retirados dos

sistemas de tratamento e submetidos a processos de secagem natural ou mecanizada.

Os esgotos e os efluentes industriais clarificados devido à remoção da matéria

orgânica em suspensão (coloidal ou sedimentável) e dissolvida, bem como pela redução da presença de microorganismos, são considerados tratados. O grau de tratamento requerido é em função da legislação ambiental, ou seja, das características ou pelo uso preponderante atribuído ao corpo receptor. (FEEMA, 1992).

As tecnologias clássicas de tratamento de resíduos industriais e sanitários são bem difundidas e possuem vantagens e desvantagens frente a gama de poluentes existentes.

No contexto, as pequenas e médias indústrias normalmente tem problemas de tratamento (funcionamento descontínuo ou sazonais) que limitam o uso de certas tecnologias, assim como não possuem áreas disponíveis para a instalação de Estações de Tratamento de Grande Porte.

Para estas empresas, uma das soluções é o tratamento por batelada (ou Reator Seqüencial por Batelada - RSB), pois devido ao seu baixo custo de implantação e operação, torna-se viável.

A tecnologia RSB é aplicada principalmente em condições aeróbias, podendo inclusive ser utilizado em processos intermitentes uma mistura de bactérias aeróbias, anaeróbias e facultativas.

Decantador Secundário:

O processo de sedimentação é uma das etapas de clarificação, devendo ser aplicado conforme as características de cada efluente e do processo de tratamento.

No caso dos processos que gerem lodos orgânicos deve-se evitar a permanência exagerada desses no fundo dos decantadores para reduzir a sua anaerobiose e a conseqüente formação de gases que causam a flutuação de aglomerados de lodos.

Isto pode ocorrer por simples anaerobiose com a formação de metano e gás carbônico e pela desnitrificação com a redução dos íons nitratos a gás nitrogênio. Pode ocorrer também a formação de gás sulfídrico pela redução do íon sulfato.

A sedimentação é um processo físico, logo se deve evitar nos decantadores as condições para ocorrência da atividade microbiana. Nos casos de lodos originados nos processos químicos ou com efluentes originados em processos industriais inorgânicos pode-se admitir um tempo de retenção maior dos lodos no fundo dos decantadores. Os decantadores apresentam diversas formas construtivas e de remoção de lodo, com ou sem mecanização. Os decantadores podem ser circulares ou retangulares, com limpeza de fundo por pressão hidrostática ou com remoção de lodo mecanizada por raspagem ou sucção.

Resultados Obtidos:

Foram realizados dois testes com a bactéria Liofilizada:

1º Teste – Realizado entre os dias 03 e 15 de outubro

O primeiro teste foi realizado simulando as condições de um tratamento contínuo, ou seja, foi colocado um volume de efluente no Tanque de Aeração, colocou-se a quantidade de bactéria recomendada pelo fabricante e após um dia e em baixa vazão, deixou-se verter para o decantador até sair o efluente tratado. Neste teste foi utilizado um efluente industrial pré-tratado, ou seja, o mesmo já havia passado por um SAO (separador água-óleo) ainda na indústria e logo após foi coletada uma amostra para serem realizados os testes.

Na Foto 2, observa-se uma melhora visual da qualidade do efluente, entretanto de acordo com a Tabela 1, verifica-se baixa eficiência de remoção em termos de DQO e nota-se ainda uma elevação da DBO. Este resultado não era esperado, entretanto, existem relatos na literatura científica que por se tratar de bactérias liofilizadas, pode ocorrer este aumento na concentração de DBO. Além destes resultados não tão satisfatórios, percebeu-se também no decantador, após um tempo decorrido os testes, um odor característico de H2S, inferindo assim em uma provável ocorrência de decomposição anaeróbica.

Tabela 01 – Resultados Obtidos

Parâmetros

Unidade

Entrada (mg/L)

Saída (mg/L)

Remoção (%)

DBO

mg/L

40

90

——-

DQO

mg/L

868

459

46,5

Fósforo Total

mg/L

2,3

1,9

12

2º Teste – Realizado entre os dias 18/10 e 04/11

O segundo teste foi realizado simulando um tratamento em batelada. O tanque de Aeração foi preenchido com efluente Bruto (destaca-se que neste teste o efluente utilizado foi o bruto, antes de passar no SÃO), colocou-se a quantidade de bactéria recomendada, em sistema de aeração, por 5 dias. As coletas foram realizadas no efluente bruto e depois no tratado.

Na foto 3, constata-se uma melhora gradativa na qualidade do efluente, sendo corroborado pelos resultados encontrados, obtendo percentuais de remoção na ordem de 97% para DQO e 9 % para DBO, podendo ser comparado com os tratamentos utilizados nas indústrias, conforme mostrado na tabela 02.

Por Prof. M.Sc. André Leone e seus Orientandos de Gestão Ambiental - Unigranrio

Oportunidades e Eventos…

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Editado Para o Blog do Informe CRBio-02

(Nº 31/2010)

Biólogos Informações gerais

Atualizem e-mails, telefones e endereços junto ao CRBio-02 para evitar desencontro de informações do seu interesse, como por exemplo informações sobre a Eleição 2011. Já é possível a alteração de dados pessoais direta pelo site do CRBio-02, sendo necessária uma senha que pode ser requisitada pelo e-mail: secretaria2@crbio-02.gov.br . No e-mail de solicitação deve constar nome completo e número do registro profissional. Informações sobre inscrição, anuidades, licenças ou cancelamento de registro secretaria@crbio-02.gov.br

Informações sobre A.R.T Eletrônica: fiscalizacao2@crbio-02.gov.br

Biólogos registrados e em dia que tenham interesse em ministrar cursos no CRBio-02, entrar em contato com eventos@crbio-02.gov.br

Delegacia ES (27) 3222-2965 E-mail: delegaciaes@crbio-02.gov.br

Enviem suas sugestões para o próximo ano eventos@crbio-02.gov.br

OPORTUNIDADES

Multinacional contrata:Coordenador de Meio Ambiente

Superior completo em : Engenharia (Química, ambiental, alimentos, civil ou mecânica), Química Industrial, Física ou Biologia.

Local de trabalho : Campo Grande
A empresa oferece salário entre 4,200,00 à 4,750,00 + pacote de benefícios
Os interessados favor encaminhar cv para selecao19@yahoo.com.br mencionando no campo assunto o título da vaga.

Boticário contrata Administrador de Unidade de Conservação
A Fundação O Boticário de Proteção à Natureza divulga oportunidade de emprego para administrador da Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Salto Morato, em Guaraqueçaba PR.

Descrição da vaga: O administrador será responsável pela implementação do plano de manejo da Reserva Natural Salto Morato, em Guaraqueçaba, PR, com ênfase na proteção da área. O profissional deverá apresentar iniciativa própria para buscar recursos para o andamento das atividades, complementarmente ao orçamento próprio. Para esta finalidade executará contatos e buscará parcerias estratégicas junto a fundações, ONGs, universidades e outros setores da sociedade. Também será responsável pela revisão e elaboração de rotinas e procedimentos da unidade, supervisionará e adequará a equipe da Reserva para atendimento das metas estabelecidas no planejamento estratégico, bem como demais atividades da Reserva. Além disso, representará a reserva junto aos grupos de trabalho organizados da região de influência da reserva onde atua e em
demais fóruns, e prestará contas técnica e financeiramente.

Perfil comportamental: Capacidade de morar em local isolado; Relacionamento e comunicação; Pró-atividade para superar dificuldades na implementação e funcionamento da Reserva; Capacidade de liderar equipe; Capacidade de bem relacionar-se com atores locais do município de Guaraqueçaba.
Requisitos:
- Disponibilidade para início imediato;
- Superior completo em engenharia florestal, biologia, ecologia ou áreas
afins com desejável especialização em gestão de unidades de conservação;
- Disponibilidade para viagens em 20% do tempo;
- Experiência no manejo e gestão de unidades de conservação, experiência
nesta área de 5 ou mais anos será considerado um diferencial;
- Experiência no desenvolvimento de estratégias de conservação ou
estabelecimento de parcerias e levantamento de recursos;
- Conhecimentos da legislação ambiental;
- Inglês avançado para escrita e conversação;
- Conhecimentos intermediários de Office;
- Desejável: conhecimentos sobre elaboração e acompanhamento de projetos de
pesquisa e conhecimento de ferramentas de SIG/GIS.
Inscrições:Enviar carta de apresentação para panp@fundacaoboticario.org.br, com“ Candidato Administrador Morato” no campo Assunto (Subject) da mensagem, e CV em formato Word ou PDF anexo.

Toshiba seleciona Profissional de Meio Ambiente

Empresa Multinacional no ramo de Transmissão e Distribuição de Energia está selecionando profissionais para as funções abaixo especificadas. Necessária disponibilidade total para residir em um dos Estados: Pernambuco, Rondônia, Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais.

Profissional de Meio Ambiente: Formação superior e experiência na gestão ambiental de obras industriais ou de dutos, ou em obras de energia (SE e LT em concessionárias ou cliente privado), com registro no conselho profissional pertinente. Possuir treinamento em ISO 14001: 2004.

Interessados, enviar currículo atualizado para recrutamento@toshiba-tstb.com.br, identificando a vaga a que está se candidatando, a pretensão salarial e informando disponibilidade para início.

EVENTOS

Seminário Biodiversidade, Ciência e Educação

A Assembléia Geral das Nações Unidas declarou o ano de 2010 como o “Ano Internacional da Biodiversidade” e, por isso, o Museu Nacional/UFRJ realizará nos dias 10, 11 e 12 de novembro o “Seminário Biodiversidade, Ciência e Educação” com o objetivo de fomentar a discussão e o debate científico de qualidade acerca deste tema.

Este evento pretende chamar a atenção de alunos de graduação e pós-graduação, biólogos, além de professores do ensino fundamental, médio e superior para a importância da preservação da biodiversidade em todo o mundo. A programação é composta por palestras e mesas redondas, promovendo, assim, o debate e apontando soluções para as ameaças que se abatem sobre a vida no planeta Terra.

Dias 10, 11 e 12 de novembro de 2010.

Auditório do Horto do Museu Nacional - UFRJ – Quinta da Boa Vista

Inf: (21) 2582-8916 – Inscrições Gratuitas

eventosmuseunacional@gmail.com / www.museunacional.ufrj.br

XXX ERBOT MG/BA/ES-2010

O XXX Encontro Regional de Botânicos MG/BA/ES será realizado de 14 a 17 de novembro de 2010, na Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) na cidade de Vitória (ES). As palestras ocorrerão no Teatro Universitário, enquanto os mini-cursos serão ministrados em salas de aula da própria Universidade. Mais informações: http://xxxerbot.webnode.com/ .

I Seminário Integrado ECOLOGIA, SAÚDE E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL:‘Biodiversidade, Cidadania e Qualidade de Vida

O Instituto de Desenvolvimento Humano, Educação e Saúde em parceria com a Secretaria de Meio Ambiente de Duque de Caxias, realizarão no próximo dia 24 o I SEMINÁRIO SOBRE ECOLOGIA, SAÚDE E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL que tem como tema: ‘BIODIVERSIDADE, CIDADANIA E QUALIDADE DE VIDA’. O evento marca as comemorações do ANO INTERNACIONAL DA BIODIVERSIDADE e ao mesmo tempo, através do Projeto CAXIAS MAIS VERDE busca discutir novas propostas e projetos que possam contribuir de forma efetiva com o desenvolvimento sustentável e o estabelecimento de um programa Integrado para a melhoria da Qualidade de Vida.

Aberto à Gestores Públicos, Empresários, Empreendedores, profissionais das áreas de Educação, Saúde, Meio Ambiente e de Desenvolvimento Social, o Seminário será realizado das 08:00h às 13:00h no Salão Nobre do Hotel Mont Blanc.Inscrições Gratuitas - Maiores Informações: (21) 2672-9438 / 7236-3222

I Congreso Latinoamericano de Conservación de la Biodiversidad

De 22 a 26 de novembro de 2010, irá acontecer na cidade de San Miguel de Tucumán (Argentina) o I Congreso Latinoamericano de Conservación de la Biodiversidad. O evento será composto por simpósios, mini-cursos e conferências. Mais informações: http://www.biodiversidad2010.com.ar .

2º WCTI Workshop, Ciência, Tecnologia e Inovação
Dias 11 e 12 de novembro de 2010 das 8:30 às 18 horas na Capela Ecumênica da UERJ.Apresenta 5 mesas que tem o objetivo de discutir as políticas de Inovação do Estado do Rio de Janeiro para os próximos anos.
Mesa de Abertura - Dia 11 8:30 h - com a presença do Reitor, Secretários de Ciência e Tecnologia, Presidente do INPI, Presidente da Faperj, Fiocruz, Firjan, Finep, Bndes e outros.
A programação no Site : www.sr2.uerj.br/wcti
Mais informações: http://wctiuerj.blogspot.com/
FAÇA A SUA INSCRIÇÃO E GARANTA A SUA VAGA!

Evento sobre paleobotânica e palinologia acontece em Salvador

O evento vai acontecer pela primeira vez no Nordeste entre os dias 14 e 17 de novembro, no Fiesta Bahia Hotel, no bairro da Pituba, na capital baiana.
Uma parceria entre a UNEB e da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) garantiu a realização do XIII Simpósio Brasileiro de Paleobotânica e Palinologia (SBPP) em Salvador. As inscrições para o XIII SBPP estão sendo realizadas por meio do site do evento. A taxa varia entre R$ 100 e R$ 260. Sócios da ALPP têm desconto.As atividades serão iniciadas às 8h30, do dia 15, com a palestra do pesquisador Peter Crane, da Universidade de Yale (Estados Unidos), que vai abordar questões referentes às angiospermas (grupo de plantas).

A programação conta ainda com apresentação de pesquisas, exposição de pôsteres e sessões temáticas, com a participação de pesquisadores do país e estrangeiros.A pesquisadora cearense Margarida Miranda será homenageada durante o simpósio por seus estudos em áreas como exploração apícola, anatomia vegetal e palinologia.O simpósio conta com apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), da Petrobras, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb) e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), do Ministério da Educação (MEC).

Informações: secretaria@xiiisbpp.com.br

XII Semana de Biologia & II Simpósio Ambiental do Leste Metropolitano do RJ

De 08 a 12 de novembro

Eventos organizados pelo Departamento de Ciências da Faculdade de Formação de Professores da UERJ de São Gonçalo. Inf: (21) 3705-2227

Evento comemorativo dos 50 anos da COI - UNESCO

Oceanos e Sociedade – A atuação da comissão oceanográfica intergovernamental e a relação entre pesquisa oceanográfica e políticas públicas no Brasil

Evento comemorativo dos 50 anos da Comissão Oceanográfica Intergovernamental (COI - UNESCO), do 120º aniversário de nascimento do Prof. Besnard, 60º aniversário da 1ª expedição oceanográfica brasileira e o 60º aniversário do Brazilian Journal of Oceanography, além do lançamento do livro “Prof. Wladimir Besnard”

Hora: 8:30h - 18 de novembro - São Paulo - SP

Local: Auditório Professor Plinio Soares Moreira - Instituto Oceanográfico da USP

Inscrições: Entrada gratuita, limitada a 300 participantes;

Realização: Instituto Oceanográfico (IO) - USP;Apoio: CNPq.

Só imprima se for realmente necessário, o meio ambiente agradece.

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Wanessa Gama

Eventos

Conselho Regional de Biologia 2º Região

R. Alvaro Alvim, 21 / 12 andar - Rio de Janeiro

20031-010

(21) 2142-5707 / 5700

Divulgando Curso de Extensão…

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Dia de Soluções Climáticas…

Conservação & Ambiente, Sem categoria 1 Comentário »

Ciência Itinerante - Arremata Edital FAPERJ…

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Vamos comemorar e parabenizar o grupo envolvido no Projeto Ciência Itinerante, que arrematou mais uma vitória, agora o Edital FAPERJ de Difusão e Popularização da Ciência e Tecnologia no Estado do Rio de Janeiro – 2010. Neste Edital, forram liberados R$50.000,00 que serão distribuidos nos Sub-Projetos em questão! Parabéns à todos por mais esta conquista…

Apoio a Projetos de Extensão e Pesquisa – EXTPESQ – 2010

Ciência Itinerante: a vivência da extensão e da educação gerando dados à pesquisa científica.

Prof. Dr. João Rodrigues Miguel (Coordenador do Projeto)


EQUIPE


Sub-Projeto 1 - Ciência Itinerante

Prof. Dr. João Rodrigues Miguel, B.Sc. Jaqueline Rose Alves de Oliveira

e B.Sc. Leandro Duarte da Silva

Sub-Projeto 2 - Herbário Didático da Unigranrio

Dr. João Rodrigues Miguel e M.Sc. Carlos Eduardo Jascone

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Sub-Projeto 4 – Biólogos em Ação

Dr. Carlos Henrique de Freitas Burity e B.Sc. Leandro Duarte da Cruz

Sub-Projeto 5 – Promovendo a Saúde, Educação e Meio Ambiente - PROSEMA

Dr. Sergian Vianna Cardozo e M.Sc. Roberta Rego.


Bactérias associadas às raízes de plantas podem remover óleo de derramamentos

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Por Débora Motta - Boletim FAPERJ

Divulgação

O projeto comprovou que bactérias associadas às raízes das
plantas podem ajudar a recuperar áreas poluídas com óleo

Um dos maiores vazamentos de óleo da história, que ocorreu recentemente no Golfo do México, no poço danificado da petrolífera britânica British Petroleum (BP), deixou no mar um desastroso legado de 4,9 milhões de barris, segundo dados do governo americano. Frente ao desafio de despoluir o meio ambiente em situações extremas como essa, uma alternativa natural aponta para o que pode vir a ser um aliado na limpeza de mares e vegetações costeiras. Um trabalho realizado no Laboratório de Microbiologia Marinha da Universidade Federal Fluminense (UFF), sob orientação da pesquisadora Mirian Crapez, com participação da graduanda Luciana Chequer, bolsista de Iniciação Científica da FAPERJ, avaliou a possibilidade de recuperar áreas de manguezais poluídas com óleo, utilizando a capacidade biodegradante de bactérias que vivem associadas, em simbiose, às raízes de plantas.

Trocando em miúdos, essas bactérias são capazes de “comer” o petróleo, transformando as moléculas de hidrocarboneto em outras bem mais simples e menos tóxicas ao meio ambiente (álcoois, ácidos, dióxido de carbono e água) e aproveitando-as em seu metabolismo como fonte de energia vital. “A utilização de micro-organismos associados às raízes de vegetais para ajudar a recuperar ambientes impactados por petróleo é conhecida como fitobiorremediação”, explica Luciana. Essa técnica ainda é pouco estudada no Brasil.

A preocupação de se estudar, especificamente nos manguezais, esse mecanismo de limpeza para minimizar os efeitos da poluição por óleo justifica-se pelo fato de a maioria das refinarias de petróleo do país estar localizada na região costeira, onde esse tipo de ecossistema, altamente sensível aos impactos dos vazamentos, está localizado. “Os manguezais fornecem habitat para uma grande variedade de plantas, animais e micro-organismos e são de grande importância na proteção de regiões litorâneas”, diz ela, lembrando que eles funcionam como uma espécie de filtro das impurezas presentes no mar, o que os torna mais suscetíveis em casos de vazamentos de óleo.

Para testar o papel despoluente das bactérias em plantas atingidas por óleo diesel, foram escolhidas três espécies comuns no manguezal brasileiro: Rizophora mangle, Avicennia shauerianna e Laguncularia racemosa. As mudas (200 exemplares de cada uma dessas espécies) foram germinadas em viveiro e receberam a adição de consórcios bacterianos (10 milhões de células por cm³) capazes de usar os hidrocarbonetos de petróleo como fonte de carbono e energia, ou seja, de se alimentar deles.

As bactérias utilizadas no experimento foram isoladas do solo de manguezais localizados na Área de Proteção Ambiental de Guapimirim, na Baía de Guanabara. Depois, elas passaram por um processo de bioamplificação no laboratório, para aumentar sua concentração e facilitar o estudo dos efeitos bacterianos. Posteriormente, as mudas sofreram o impacto da poluição devido à adição de 0,5% de óleo diesel às suas raízes. A atividade do consórcio de bactérias e o desenvolvimento das mudas foram observados ao longo de 30 dias. “O objetivo era ver como as plantas reagiam ao impacto do poluente e se as bactérias realmente usavam o petróleo como fonte de alimento ”, conta.

Para isso, foram verificados aspectos do crescimento das plantas antes e depois da adição do poluente (tamanho do caule e número de folhas), as taxas de mortalidade das mudas e a massa orgânica (biomassa) das bactérias associadas às raízes. Entre os resultados, a pesquisa revelou que o processo de fitobiorremediação dos solos contaminados por óleo pode ter resultados diferentes de acordo com fatores ambientais. “Observamos que diferentes tipos de solo, teor de matéria orgânica, quantidade de água, disponibilidade de oxigênio e nutrientes, radiação solar e salinidade são variáveis que influenciam na eficácia da fitobiorremediação”, afirma.

A biomassa do consórcio bacteriano não variou durante o experimento. “Isso pode significar que as bactérias se alimentaram do hidrocarboneto ou utilizaram a matéria orgânica do ambiente”, diz Luciana. “Os parâmetros monitorados na biometria não apresentaram muitas diferenças no tratamento com óleo nas espécies de Rhizophora mangle. Porém, para as espécies de Laguncularia racemosa e Avicenia schaueriana, ocorreu uma redução no tamanho das plantas depois do tratamento com óleo”, completa.

A boa notícia é que parte do composto do óleo diesel foi “digerida” pelas bactérias e utilizada como fonte de energia. Testes realizados no Laboratório de Química Analítica da UFF constataram que alguns hidrocarbonetos tiveram redução em sua concentração. A despoluição, no entanto, está longe de ser um milagre. “Alguns hidrocarbonetos foram degradados, mas outros não”, ressalta, apontando a necessidade da realização de outras pesquisas para desenvolver a técnica e viabilizar a sua implementação no meio ambiente, além do laboratório. “É possível transportar esse estudo para os manguezais afetados, mas é um trabalho a longo prazo e que deve levar em conta os fatores ambientais”.

Em relação às técnicas de remoção de petróleo por meios mecânicos (barreira de contenção) e pela aplicação de produtos químicos, a fitobiorremediação apresenta vantagens econômicas e ecológicas. “A técnica é barata e dispensa a aplicação de tecnologias de ponta”, diz a pesquisadora. E prossegue: “Por utilizar bactérias do próprio ecossistema, ela preserva as características ambientais. Além disso, a remoção dos poluentes pela fitobiorremediação pode ocorrer tanto na superfície quanto em áreas mais profundas do solo, o que não ocorre com as outras técnicas, que são aplicadas na superfície da água, permitindo que os poluentes se alojem no fundo dos mares.”

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