Por Ataide Lemos
Sempre estamos lendo e ouvindo dizer que o brasileiro lê pouco; que o brasileiro não tem o habito à leitura. É sobre isto que meu artigo vem levantar um ponto também do motivo desta escassez de leitores.
Quando ouço estas indagações sobre a falta de leitura da sociedade brasileira, imagino que se fala sobre uma literatura intelectualizada, isto é, aquela que faz com que, a pessoa se evolua na forma de ver a realidade a sua volta, ampliar horizontes intelectuais. Enfim, não aquela literatura cotidiana das revistas – uma leitura que jamais pode ser desprezada, mas segundo meu ponto de vista é uma literatura comercial e de noticias.
Pois bem, sempre ouvimos também dizer que, para se criar o habito à leitura é fundamental uma maior educação e incentivo a nível escolar. Há determinados educadores, pedagogos que acreditam que a causa do desinteresse em se ler mais, está na falta de um programa curricular nesta direção.
Acredito que isto também seja um fator, mas vou mais além, vejo que o pequeno índice de leitores é uma questão cultural da sociedade como um todo. Que adianta as pessoas serem educadas a lerem mais, no entanto, esta educação, este incentivo não sair da escola, ou de algumas repartições de ensino? Ou depender exclusivamente dos pais? Segundo meu entender, enquanto a sociedade como um todo não engajarem numa revolução cultural de incentivo a leitura este discurso perdurará para sempre.
O caminho desta revolução cultural passa por todos nós, iniciando no governo e estendendo a sociedade civil. Porque digo isto? É comum, quando vamos a determinados estabelecimentos comerciais, escritórios, consultórios em geral, repartições públicas ao adentrarmos na recepção depararmos uma baqueta com algumas revistas. Muitas vezes são revistas ultrapassadas, desfolhadas. Porém, de alguma forma elas leva a pessoa a folhear para passar o tempo - afinal, esta é a intenção de se deixar algumas revistas na recepção, proporcionar o tempo passar sem ser percebido.
Penso que, aqui também esta um fator de incentivar a leitura. Sem excluir a literatura comercial, informativa deveria também em todas as salas de recepções pessoas terem acesso à literatura diversificada como livros de conto, poesias; livros infantiis. Enfim, uma literatura que desperte às pessoas lerem. Evidentemente, não se vão colocar romances longos de trocentas páginas, mas pequenos contos, poesia, infantil, etc. Como isto, poderia incentivar e despertar as pessoas lerem.
A maioria das pessoas gostam de ler um poema, se emocionar num conto. Toda criança adora uma literatura infantil. Não tenho duvidas que esta iniciativa provoque uma revolução cultural produzindo grandes efeitos.
Quantas salas de recepções há em todo país? Quantas pessoas são atingidas e podem ser perfeitamente estimuladas para leitura? Certamente, o acesso aos livros estimulam até mais que através do ensino, da disciplina curricular, ou melhor, dá continuidade ao processo de incentivo à cultura. Muitas vezes determinadas vontades, gostos estão encubados na pessoa, somente precisando ser estimulados, e isto, pode ocorrer pelo acesso rápido, fácil e corriqueiro numa simples mundaça de comportamento, onde livros intelecutuas possam estar paralelamente disponiveis com outros tipos de leituras como revistas, jornais, etc todos tendo acesso. |
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Pensando no texto do Ataíde Lemos, me pergunto por que não criarmos hábitos de dispor a leitura de acesso fácil, contemporânea e atraente ao nosso público? Que iniciativas são essas que sensibilizariam nossos candidatos a leitores? O romantismo do folhear um livro “seboso” (daí a denominação de sebo, pelo acúmulo de gordura animal, usada na queima das lamparinas e pelo manuseio das páginas por aqueles que se devotam ao hábito, antes do advento da lâmpada) ou a vanguarda dos e-books atuais em leitores (e-readers) ou na rede mundial!!!
O fato é que a despeito do conteúdo ou da maneira que vamos executar esta leitura, ainda não existe outra maneira para aprendermos sobre temas, enriquecermos o vocabulário ou dominarmos a grafia das palavras que não pelo hábito da leitura… Do contrário, vamos acreditar na ficção de Matrix, escrito por Andy e Lana Wachowski (Warner Bros.) onde um controlador irá fazer um upload de um dado conteúdo para você sair sabendo!!!!
Burity
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