
Imagem Veja Ed 2133 Set/2009
Como hoje em dia não se vai para a fogueira por se discutir Antropologia Física ou Paleo Antropologia, vale a leitura de matérias recentemente publicadas na revista semanal Veja (Edições 2132 e 2133).
Aspectos interessantes podem ser retirados com a divulgação da recosntrução do Ardipithecus ramidus (4,4 Milhões de anos), carinhosamente denomidada “Ardi”, simpátrica da já famosa “Lucy” (Australopithecus afarensis - 3,2 milhões de anos), no Triâgulo de Afar (Etiópia, África).
Ao se extrapolar o que se sabe hoje, em um primeiro momento se deu a oponibilidade dos dedos (ato de tocar com a ponta do polegar as demais pontas dos outros dedos), depois se deu o bipedalismo e aí por fim (até então), o aumento da capacidade craniana para comportar um cérebro maior e complexo.
Estes aspectos morfológicos podem ter gerado vantagens competitivas e evolutivas importantes, dando a linhagem humana a possibilidade até de mexer a comida dentro da panela, durante a cocção, segurando a colher de pau. Como assim?! É fato, segundo o Antropólogo de Harward, Richard Wragham, o ato de cozinhar o alimento teria dado uma vantagem digestiva, as linhagens humanas que fizeram esse uso, em detrimento dos vegetarianos, com consequente aumento do aproveitamento dos nutrientes, necessários para um maior e melhor desenvolvimento do organismo.
Contudo, com a descoberta e os dedobramentos das pesquisas envolvendo os achados de “Ardi”, muito pode mudar! Será que de fato existe o chamado “elo perdido”, com a descoberta, ele passaria para cerca de 9 milhões de anos; ou como postula Richard Leakey, será que não seria o momento de repensarmos se existe elo perdido, onde os Hominídeos e os Pongídeos (Gorilas, Chimpanzés, etc.) não teriam um elo comum, mas sim paralelo?
Em suma, essa é para que pensemos os avanços e desdobramentos da Paleo Antropologia e suas interrelações…
Burity
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