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Em tempos de muita chuva no RJ… Vamos falar sobre “Pegada Hidrológica”

Conservação & Ambiente Adicionar comentários

Image: Water Footprint Network

Em analogia a pegada ecológica, surgiu em 2002 a expressão - PEGADA HIDROLÓGICA, pelo holandês Hoekstra, A.Y. (UNESCO-IHE Institute for Water Education P.O. Box 3015, 2601 DA Delft, the Netherlands - www.waterfootprint.org/Reports/Report12.pdf. ). Esta se destina a indicar quanto se compromete do recurso hídrico direta e indiretamente, em determinados processos pessoais, comerciais e industriais. Este último, bem marcado pela recém criada e agora divulgada campanha intitulada CYAN (Segundo a campanha: A palavra “cyan” tem origem etimológica no grego “kyanos”, segundo a enciclopédia Britannica. E foi exatamente a cor azul-esverdeada a solução encontrada na Grécia Antiga para representar a água.) da AMBEV. Tal campanha visa adotar bacias hidrográficas, entre outras ações, com fins de manter e preservar tais mananciais, bem como seu uso responsável e fomentar o reuso da água no ambiente industrial. A campanha CYAN ganhou espaço em meios de comunicação tais como a revista Veja (Abril, 31 de março), Caderno Razão Social (O Globo, 06 de abril, nº92) e sai com a chancela da WWF – Brasil, junto ao Programa Conservação e Gestão da Água Doce e parcerias com ONG´s como Water Footprint Network (WFN) e a USP - São Carlos, através de Eduardo Mario Mendiondo, que coordena o curso de Engenharia Ambiental. Outras ONG/Empresas vêm adotando conceito e se associando a ONG - WFN, tais como a WWF, Coca-Cola, C&A, Fibria Celulose, Ecossistemas-SP.

Na linha da Pegada Hidrológica, algumas curiosidades ou pegadas, já são divulgadas e comentadas, tais como: 35 litros para um copo de café; 1.000 litros para 1 litro de leite; 16.000 litros para 1 kg de carne, e para desespero dos cariocas, quase 4 litros por litro de cerveja!!!

Vale também a consulta ao site da ONG – WFN (em inglês) com vistas a fazer uso do utilitário para se simular a sua pegada hidrológica:

http://www.waterfootprint.org/?page=cal/WaterFootprintCalculator

No tocante a responsabilidade sócio-ambiental faz jus tais campanhas e expressões, uma vez que tal recurso não é pra sempre, mas me preocupa se daqui a pouco alguns começarem a propor a ingestão de alimentos liofilizados, com vistas a diminuir o uso de água no processo industrial e se os usuários de tal recurso não renovável terão algum incentivo fiscal para tal, mascarando a responsabilidade sócio-ambiental…

“Diante do custo para acesso ao recurso natural, mesmo pequeno se comparado ao faturamento com a conta de água de milhões de habitantes, investir para reduzir consumo e desperdício passou a ser sinônimo de lucratividade”

Fonte Valor Econômico, citado em http://www.ana.gov.br/produagua/.

Material de Consulta

http://www.waterfootprint.org/?page=files/home

http://www.wwf.org.br/

2008 - Hoekstra, A.Y. and Chapagain, A.K. (2008) Globalization of water: Sharing the planet’s freshwater resources, Blackwell Publishing, Oxford, UK. http://www.waterfootprint.org/?page=files/GlobWat_page

2009 - Hoekstra, A.Y., Chapagain, A.K., Aldaya, M.M. and Mekonnen, M.M. (2009) Water footprint manual: State of the art 2009, Water Footprint Network, Enschede, the Netherlands. http://www.waterfootprint.org/downloads/WaterFootprintManual2009.pdf

Uma resposta para “Em tempos de muita chuva no RJ… Vamos falar sobre “Pegada Hidrológica””

  1. Wellington Matos disse:

    Já discuto a utilização da água nas aulas de fisiologia vegetal e acredito que demais professores também em outras disciplinas. Isso devido à interdisciplinaridade deste tema. Contudo não são novas as áreas de atividade humana que mais consomem água. Os 1.000 litros de água para produção 1 litro de leite e os 16.000 litros para 1 kg de carne confirmam a agricultura-pecuaria com a atividade que mais consome água, juntamente com a indústria. São nestas áreas então que devem se concentrar esforços para aperfeiçoar o uso da água. Isso significa fortalecimento das políticas públicas e formação de pessoal capacitado, nos mais diversos níveis. Um Campo a ser explorado pelos novos biólogos.

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