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Fracionator - Não é “Tabajara”, mas uma ferramenta de quantificação neuronal

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Primatas Humano e Não-Humano uma visão antropocêntrica de animais da mesma Ordem, usando ferramentas modernas de quantificação!

Quando falamos em quantificação morfológica, não podemos deixar de mencionar a técnica da Estereologia. Tal técnica teve seus fundamentos aplicados em meados do século XIX, por um engenheiro de minas denominado Delesse. Contudo, foi com o advento da fundação da International Society of Stereology – ISS, na década de sessenta, em Stuttgart, que pesquisadores foram arregimentados pelas facilidades e resultados que tal método quantitativo pode oferecer.

No Brasil, temos como grande divulgador e usuário da metodologia o Prof. Dr. Mandarim-de-Lacerda, na UERJ. Onde, tive a oportunidade de trabalhar fazendo IC, Aperfeiçoamento, Mestrado e Doutorado.

A Estereologia é ferramenta capaz de estimar parâmetros tridimensionais a partir de cortes histológicos bidimensionais. Para tal algumas premissas metodológicas têm de ser atendidas; um dos princípios mais importantes é a obtenção de cortes (de tecido) aleatórios e uniformemente isotrópicos. Logo, tecidos anisotrópicos (tal qual a córtex cerebral) necessitam de procedimentos mais específicos para atender tal premissa. Neste sentido, sem refutar os pressupostos da técnica Estereológica, a pesquisadora Suzana Carvalho Herculano-Houzel (UFRJ), preconizou em 2005 uma técnica que denominou de não esterológica, ora denominada “Isotropic Fracionator”. Neste método, a pesquisadora é capas de transformar regiões do córtex altamente anisotrópicas, em uma solução de núcleos celulares, os quais por imunocitoquímica podem ser identificados como neuronal ou não-neuronal. Tal técnica serviu para que fossem revistos os valores publicados na obra de Roberto Lent, entitulado “100 Bilhões de Neurônios”, conforme recentemente divulgado na revista da FAPERJ (Pesquisa Rio, AnoII,nº7, junho de 2009:52-54), pela Drº Suzana, onde afirma que são 86 Bilhões de neurônios e que estes são metade das células do nosso cérebro e não um décimo! Neste mesmo artigo a autora faz inferências interessantes para discutirmos morfometria, evolução e filogenia. Boa leitura…

Burity

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