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Feira sim! Mas de Ciências…

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Entre os dias 17 18 de junho de 2009 o Curso de Ciências Biológicas realizou mais um de seus Eventos “A Feira de Ciências: os 8º e 9º anos em questão”. A ação foi desenvolvida pelos acadêmicos do 3º fluxo do Curso, sob a batuta da Prof. Luciana Leda (Nossa docente e representante da área de Ensino junto ao Curso).

As Feiras de Ciências aconteceram nos Campi Duque de Caxias (turnos manhã e noite), Lapa e Silva Jardim (turno noite) e tiveram por objetivos ampliar e estimular a troca de conhecimentos e solidificar a prática docente dos graduandos do Curso de Ciências Biológicas. Nestes dias, os stands foram visitados por alunos e Professores da IES, além de moradores do entorno (no caso de Duque de Caxias) e alunos do ensino  médio, convidados das Escolas do entorno.

Tal feira faz parte da disciplina Instrumentação para o Ensino de Ciências II, ministrada pela  própria Luciana Leda, contando na organização do Evento com a colaboração do Prof. Gustavo Luna (Silva Jardim) e da Bióloga Preceptora Cristiane Machado (Duque de Caxias).

Por M.Sc. Luciana Ribeiro Leda

O “Revendo o Verde” no 39º Aniversário da Unigranrio

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O Programa Ciência Itinerante, cadastrado junto à PROCE, visa divulgar e promover ações e projetos na área das Ciências Biológicas, buscando o ensino, promoção de saúde e desenvolvimento sustentável, sem perder o foco no empeendedorismo. Este programa abriga diferentes Projetos entre eles o “Revendo o Verde“. Tal Projeto realiza atividades com os acadêmicos para praticar técnicas de jardinagem e paisagismo, para reconhecer os principais vegetais e seus cuidados na formação e manutenção de áreas verdes, canteiros e vasos, sob orientação de professores e monitores do Curso de Ciências Biológicas.

Nas recentes comemorações do 39º Aniversário da Unigranrio, nós contamos com a participação da nossa Chanceler Nilza Cordeiro Herdy, que após o término da solenidade, junto a alguns dos participantes se dirigiu a um dos locais de plantio dessa Universidade, onde plantou uma muda de árvore e inaugurou o sistema de identificação biológico (Nome científico, comum e taxionomia), dos exemplares arbóreos já plantados, como símbolo do trabalho edificado por aqueles que passaram e ainda passarão por esse Campus.

Outro incentivador de nossas ações é o jardineiro Pernambuco que não pensa em parar - Nosso mais antigo funcionário é conhecido de todos por Pernambuco. Ele é jardineiro, está com 71 anos, dos quais 25 dedicados à Unigranrio, e não pensa em parar, de jeito algum. “Aqui aprendi a fazer amigos e acho que a vida é boa para quem ajuda os outros”, ensina o sábio Pernambuco.

Os Alunos e professores de Ciências Biológicas que atuam no projeto estiveram presentes - Os biólogos egressos do Curso Gisele de Almeida Chaves, José Thiago Barbosa, Tatiana Fernandes e Rodrigo Navarro, além dos acadêmicos Aurimar Silva, Tiago Lima e Amanda Rodrigues estão dando um novo visual na área de paisagismo da Unigranrio, sob orientação do Biólogo Leandro Duarte da Cruz (Coordenador do Projeto) e colaboração da Gestão do Curso professores Wellington Rodrigues Matos e Carlos Burity. Leandro lembra que tais ações se concentrarão tanto na área central do Campus I, como no entorno; a prática é que norteia esses biólogos. Só para se ter uma idéia, foram plantadas no estacionamento mudas de pau-ferro, ipê amarelo, ipê roxo e falso cacau.

Vejam também a matéria na íntegra das comemorações do 39º Aniversário da Unigranrio.

Burity

Educar é contar história ou estória…

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Mais uma vez me reporto ao colunista de Veja, Claudio de Moura Castro, que em sua última matéria (veja, edição 2116 de 10 de junho), discute e distingue ensinar “by the book” seguindo as correntes de pensadores, ou adequar estas correntes ao nosso cotidiano, nessa linha cita:

A ciência e a arte de ensinar são ingredientes críticos no ensino, constituindo-se em processos chamados de pedagogia ou didática. Mas esses nomes ficaram poluídos por ideologias e ruídos semânticos. Perguntemos quem foram os grandes educadores da história. A maioria dos nomes decantados pelos nossos gurus faz apenas “pedagogia de astronauta”. Do espaço sideral, apontam seus telescópios para a sala de aula. Pouco enxergam, pouco ensinam que sirva aqui na terra”.

Logo, percebemos que se não contextualizarmos, estamos distanciando nossos alunos do aprender… Eu fico me lembrando da expressão dos alunos, de primeiro período, quando em sala, lá no início da minha atuação como docente - não tem tanto tempo assim… – eu iniciava “Este aqui é o micrótomo, ele é quem corta o tecido que vocês estão vendo aqui nestas lâminas”. Após algum tempo me ocorreu… Vocês sabem o que é um micrótomo? Seguia o silêncio sepulcral… Em um segundo momento, tentei “Quem aqui costuma comprar mortadela fatiada na padaria?” Continuei: “Pois é, o cortador de mortadela da padaria e o parente do Micrótomo, sendo que ele corta fatias grossas de frios e o micrótomo fatias em micrômetros de tecido” Aí escutei “Ah agira sim professor” Logo, contextualizar é preciso. Nesta linha de raciocínio busco ratificar com as colocações do colunista:

“Abundante pesquisa mostra que a maioria dos alunos só aprende quando o assunto é contextualizado. Quando falamos em analogias e metáforas, estamos explorando o mesmo filão. Histórias e casos reais ou imaginários podem ser usados na aula. Para quem vê uma equação pela primeira vez, compará-la a uma gangorra pode ser a melhor porta de entrada”.

E aí fico me lembrando dos meus mestres de Biologia que se esmeravam em cunhar frases, preparar paródias de músicas usando o conteúdo de Biologia e contando estórias… Com isso, o Cláudio de Moura Castro finaliza:

É preciso garimpar as boas narrativas que permitam empacotar habilmente a mensagem. Um dos maiores absurdos da doutrina pedagógica vigente é mandar o professor “construir sua própria aula”, em vez de selecionar as ideias que deram certo alhures. (…) Preparar aulas é buscar as boas narrativas, exemplos e exercícios interessantes, reinterpretando e ajustando (é aí que entra a criatividade). Se “colando” dos melhores materiais disponíveis ele conseguir fazer brilhar os olhinhos de seus alunos, já merecerá todos os aplausos”.

Pensemos nisso para o nosso dia-a-dia em sala…

Burity

Praticas Ambientais em Picinguaba - 11ª Ediçao

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Entre os dias 30 de Abril e 3 de Maio de 2009, foram realizadas as Práticas Ambientais em Picinguaba (Projeto que acontece a 11 anos no Curso de Ciências Biológicas). Durante quatro dias, discentes do Curso de Ciências Biológicas da UNIGRANRIO realizam diversas práticas no Parque Estadual da Serra do Mar, no Núcleo Picinguaba. Localizado no Município de Ubatuba, no estado de São Paulo o núcleo Picinguaba destaca-se por ser muito bem preservado, além de possuir diversos Biomas. A biodiversidade local e a riqueza de cenários possibilitam a realização de várias práticas em diferentes ambientes. Além disso, os alunos podem experimentar como é atuar na área ambiental. Atualmente organizado pelo Biólogo Preceptor Leandro Duarte o evento contou também com a participação dos professores João Miguel, Sula Salani, Helder de Paula, Wellington Matos e do professor convidado Vagner Reis. Neste período as atividades contaram com a participação de 49 alunos, dos Campi Caxias, Lapa e Silva Jardim.

Por: Biólogo Leandro Duarte

Uma visão da práxis do Biólogo e o Universo do trabalho.

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Vale observar que a cada semestre que passamos estamos colocando no universo de trabalho, biólogos recém-formados, cuja grande maioria com dúvidas na colocação profissional. Uma enquête realizada no ano passado, à pedido do Coordenador do Curso de Ciências Biológicas, verificamos que parte dos egressos não atuam como biólogos ou estão exercendo atividades que não condizem com sua formação profissional.

Pensando nisto e com o intuito de melhorar direcionar nossos egressos, criamos o Projeto de Extensão do Curso de Ciências Biológicas “O Mercado Profissional & o Profissional no Mercado”. Este tem por finalidade trazer a cada semestre profissionais biólogos, preferencialmente egressos da Inigranrio, das áreas de Saúde, Educação e Meio Ambiente, para falarem sobre a situação do universo do trabalho, de acordo com sua área de atuação.

Em 7 de maio, o Evento reuniu no Auditório do Campus I - Wilson Chagas de Araújo, cerca de 186 acadêmicos, para a paletra de 2 profissionanis 1 Biólogos e 1 Químico, convidados pela equipe organizadora  (Os Biólogos Preceptores), cujo foco central foi: O profissional biólogo e o Universo do trabalho Hoje”.

O Evento contou com a seguinte programação:

9:00 – Abertura do Evento / Profº Carlos Burity (Coordenador do Curso de Ciências Biológicas e  Tecnólogo em Gestão Ambiental)

9:00 às 10:30 – Marcos Antônio da Silva (Biólogo – Egresso Unigranrio)

Marcelo Barboza Toste (Químico – Egresso Unigranrio) – ambos da empresa ambiental M&M Dinâmic LTDA.

10:30 às 12:00 – Creuza Viana dos Santos (Bióloga – Faculdade Mª Tereza) – Especialista em Análises Clínicas e Inspetora Sanitária da ANVISA.

Durante as palestras, os alunos tiveram a oportunidade de obter informações importantes sobre as exigências do mercado profissional atual, dicas importantes de como proceder durante uma entrevista de trabalho, em dinâmicas de grupo, sobre a atuação do biólogo em laboratórios clínicos, a questão da responsabilidade técnica do profissional biólogo, enfim, foram momentos de trocas de experiências que serviram para agregar a formação dos nossos alunos.

Por: Biólogos Cristiane Mendes, Jaqueline Rose e Lenadro Duarte.

Projeto BioNaTrilha

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O projeto BioNaTrilha reúne alunos do curso de Ciências Biológicas que participam de atividades de campo nos finais de semana. As atividades são realizadas em trilhas da Cidade do Rio de Janeiro. Elas proporcionam aos acadêmicos do curso a oportunidade de vivenciar as teorias e também de divulgar os conhecimentos científicos e de educação ambiental aos demais freqüentadores desses lugares. Em meio aos belos cenários que só as Florestas Urbanas do Rio de Janeiro podem proporcionar os alunos têm contato com diversos elementos da fauna e flora. Não é raro que amigos e parentes dos alunos venham participar dos eventos. Essas experiências contribuem para a divulgação das Ciências Biológicas, bem com para a importância da preservação ambiental. O projeto hoje conta com a coordenação do Professor M.Sc. Wellington R Matos e participação de outros professores, além quatro alunos que participam como monitores das atividades.

Imagens da esquerda para a direita: Animais e plantas encontrados nas trilhas.

Desde que o projeto foi implantado já foram realizadas varias atividades, entre elas destacam-se Trilha do Pico da Tijuca no Parque Nacional da Tijuca, Trilha da Urca, Forte do Leme, Trilha no Jardim Botânico, Trilha da Catacumba. Além de um mini-curso de Técnicas de Campo. O ultimo evento realizado na Urca reuniu mais de 40 alunos de vários períodos do Campus Caxias e Lapa.

Acadêmicos do Curso de Ciências Biológicas da UNIGRANRIO em atividades do Projeto BioNaTrilha.

Próximos Eventos:

31 de Maio - Wellington

PARQUE DA CATACUMBA

7 de Junho -Rick

Pico do Telegrafo (Grumari)

14 de Junho - Wellington

PICO DA TIJUCA.

20 de Junho – Maria Luiza

ITACOATIARA

21 DE JUNHO – Wellington

RALLY FOTOGRÁFICO – JARDIM BOTÂNICO

Aviso: As atividades estarão sujeitas a confirmação.

Por: Prof. M.Sc. Wellington Matos

Futuros Biólogos (Unigranrio) visitam CTM da Farmanguinhos

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No último dia 17 de Abril realizamos visita técnica na empresa CTM - Complexo Tecnológico de Medicamentos (Farmanguinhos), em Jacarepaguá, onde um grupo formado por 13 acadêmicos do Curso de Ciências Biológicas tiveram a oportunidade de conhecer as instalações e todas as etapas da fabricação de medicamentos para diabetes, hipertensão arterial, entre outros. Além de conhecerem na íntegra o novo medicamento para HIV - EFEVIRENS, que ainda nem chegou a ser distribuído pelo Ministério da Saúde, visto que ainda faltam alguns testes a serem realizados. Inicialmente assistimos a uma palestra dada pela equipe de Segurança do Trabalho, onde fomos informados sobre todas as regras de segurança implementadas na empresa e que deveriam ser seguidas pelos visitantes. Após a palestra, fomos conduzidos até o setor de Produção de Medicamentos, onde todos se paramentaram, com roupas especiais, antes de adentrarem nas instalações. Esta visita foi de suma importância, os alunos puderam conhecer não só a parte de produção, mas também como é feito o controle microbiológico da água a ser consumida durante a produção e seus níveis de aceitabilidade de acordo com os protocolos internos da empresa. A curiosidade e a interação dos alunos fizeram com que deixássemos as portas da empresa aberta para nova visita para conhecermos toda a parte de controle microbiológico de fármacos e a área de produção de fitoterápicos, o que despertou grande interesse no grupo participante.

Os acadêmicos que participaram da visita:

ANANDA SOUZA SANTANA,

MARCELA PESSANHA HENRIQUES,

THAMIRES BENÍCIOALVES DOS SANTOS,

ÉRICA MORAES DA SILVA,

ISABEL CHRISTINA SAMPAIO DE OLIVEIRA SILVA,

AMANDA FERREIRA CAVALCANTI DE ALBUQUERQUE,

ROBSON BATISTA DE OLIVEIRA,

ADRIANA DE OLIVEIRA PORTES SOUZA,

MÍRIA SIMÕES DE ARAÚJO,

RAFAELLE DA SILVA MOTTA,

LARISSA RAMOS CORREA LISBOA,

DANIEL SANTOS KAEZER,

JULIANA APARECIDA SOUZA DA PAZ

Postado Por:

B.Sc. Cristiane M. Mendes
Bióloga Supervisora/Preceptora de Estágios

Opções aos Egressos - Ciências Biológicas e Tecnólogo em Gestão Ambiental

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Curso de Especialização “Lato Sensu” – Biologia Molecular e Celular

Coordenação: Prof. Dr. Emerson Moreira Reis

Segunda turma já em curso!

A biologia celular e a biologia molecular são as bases do conhecimento científico para o atual avanço nos procedimentos biotecnológicos. Esta é uma área considerada promissora atualmente pelo governo federal, com previsão de investimentos públicos da ordem de duzentos milhões de reais até 2010. Além disso, há aumento no investimento da iniciativa privada em empresas que trabalham com biotecnologia (Bioagri/SP e DF, Excellion/RJ, Genetic-ID/RS, Teçam/SP, Allelyx - Votorantim/SP), criando novas vagas para profissionais com especialização em nestas áreas. Todo este avanço gera também a necessidade de atualizar e ampliar os conhecimentos dos professores dos ensinos médio e superior neste campo da ciência.

Curso de Especialização “Lato Sensu” – Ciências Ambientais

Coordenação: Profas. Dr. Patrícia Domingos e M.Sc. Luciana Ribeiro Leda

Início em Agosto!

As Ciências ambientais estabeleceram-se, cada vez mais, como uma necessidade crescente face às problemáticas de meio ambiente que enfrentamos em nossa sociedade, assim como é necessário profissionais que estejam preparados para atuar nessa mesma realidade mutável e exigente de alternativas de desenvolvimento sem degradação. Tais profissionais precisam consolidar um perfil de atuação que vislumbre possibilidades sustentáveis para as atividades econômicas. Dessa forma, necessitam construir uma conduta criativa, investigativa e comprometida com os princípios de sustentabilidade social e ambiental, bem como estar atualizados com ferramentas atuais de gestão, análise e intervenção sobre o meio ambiente. Pretende-se proporcionar a formação aprofundada de pessoal qualificado para o exercício profissional na área ambiental que seja capaz de formular propostas e projetos de ordenamento, controle, recuperação e desenvolvimento sócio-ambiental. A formação em Ciências Ambientais pretende atualizar e aprofundar a formação e reflexão de profissionais para atuarem em meio ambiente no atual contexto socioambiental.

“No seu conjunto, as avaliações não deixam dúvidas: é possível aprender a distância” Por: Claudio de Moura Castro

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Muitas das vezes me pego repondendo algumas indagações, contestações e administrando até insatisfações dos nossos futuros Biólogos e seus mestres… Sou um intusiasta de novas ferramentas, velhos princípios e oportunidade para expandir os horizontes! Logo, após todas estas conjecturas e certezas, me deparei com a coluna do Claudio de Moura Castro na Veja (Edição 2108 em 15 de abril de 2009,  Editora Abril). Leiam a matéria na íntegra:

“Novidade incerta? Mais um conto do vigário? Ilustres filósofos e distinguidos educadores torcem o nariz para o ensino a distância (EAD).

Logo após a criação dos selos de correio, os novidadeiros correram a inventar um ensino por correspondência. Isso foi na Inglaterra, em meados do século XIX. No limiar do século XX, os Estados Unidos já ofereciam cursos superiores pelo correio. Na década de 30, três quartos dos engenheiros russos foram formados assim. Ou seja, novo não é.

EAD significa que alunos e professores estão espacialmente separados – pelo menos boa parte do tempo. O modo como vão se comunicar as duas partes depende da tecnologia existente. No começo, era só por correio. Depois apareceu o rádio – com enorme eficácia e baixíssimo custo. Mais tarde veio a TV, área em que Brasil e México são líderes mundiais (com o Telecurso e a Telesecundaria). Com a internet, EAD vira e-learning, oferecendo, em tempo real, a possibilidade de ida e volta da comunicação. Na prática, a tecnologia nova se soma à velha, não a substitui: bons programas usam livros, o venerando correio, TV e internet. Quando possíveis, os encontros presenciais são altamente produtivos, como é o caso do nosso ensino superior que adota centros de recepção, com apoio de professores “ao vivo” para os alunos.

Há embromação, como seria esperado. Há apostilas digitalizadas vendidas como cursos de nomes pomposos. Mas e daí? Que área escapa dos vigaristas? Vemos no EAD até cuidados inexistentes no ensino presencial, como a exigência de provas presenciais e fiscalização dos postos de recepção organizada (nos cursos superiores).

Nos cursos curtos, não há esse problema. Mas, no caso dos longos, o calcanhar de aquiles do EAD é a dificuldade de manter a motivação dos alunos. Evitar o abandono é uma luta ingente. Na prática, exige pessoas mais maduras e mais disciplinadas, pois são quatro anos estudando sozinhas. As telessalas, que reúnem os alunos com um monitor, têm o papel fundamental de criar um grupo solidário e dar ritmo aos estudos. E, se o patrão paga a conta, cai a deserção, pois abandonar o curso atrapalha a carreira. Também estimula a persistência se o diploma abre portas para empregos e traz benefícios tangíveis – o que explica o sucesso do Telecurso.

Mas falta perguntar: funciona? Prestam os resultados? Felizmente, houve muita avaliação. Vejamos dois exemplos bem diferentes. Na década de 70, com Lúcia Guaranys, avaliei os típicos cursos de radiotécnico e outros, anunciados nas mídias populares. Para os que conseguiam se graduar, os resultados eram espetaculares. Em média, os alunos levavam menos de um ano para recuperar os gastos com o curso. Em um mestrado de engenharia elétrica de Stanford, foi feito um vídeo que era, em seguida, apresentado para engenheiros da HP. Uma pesquisa mostrou que, no final do curso, os engenheiros da HP tiravam notas melhores do que os alunos presenciais. Os efeitos do Telecurso são também muito sólidos.

Para os que se escandalizam com a qualidade do nosso ensino superior, sua versão EAD é ainda mais nefanda. Contudo, o Enade (o novo Provão) trouxe novidades interessantes. Em metade dos cursos avaliados, os programas a distância mostram resultados melhores do que os presenciais! Por quê? Sabe-se que a aprendizagem “ativa” (em que o aluno lê, escreve, busca, responde) é superior à “passiva” (em que o aluno apenas ouve o professor). Na prática, em boa parte das nossas faculdades, estudar é apenas passar vinte horas por semana ouvindo o professor ou cochilando. Mas isso não é possível no EAD. Para preencher o tempo legalmente estipulado, o aluno tem de ler, fazer exercícios, buscar informações etc. Portanto, mesmo nos cursos sem maiores distinções, o EAD acaba sendo uma aprendizagem interativa, com todas as vantagens que decorrem daí.

No seu conjunto, as avaliações não deixam dúvidas: é possível aprender a distância. Cada vez mais, o presencial se combina com segmentos a distância, com o uso da internet, e-learning, vídeos do tipo YouTube e até com o prosaico celular. A educação presencial bolorenta está sendo ameaçada pelas múltiplas combinações do presencial com tecnologia e distância”.

Por Claudio de Moura Castro - Economista.

Museu de Ciência e Vida; da Baixada Fluminense para o Brasil

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Vejam na íntegra a matéria divulgada através do Boletim da FAPERJ, apontando para mais este ganho da Baixada Fluminense, em relação à inauguração do MUSEU DE CIÊSCIA E VIDA.

Até o final deste ano, o município de Caxias, na Baixada Fluminense, deverá ganhar o maior museu interativo do Brasil. O anúncio foi feito pelo secretário de Estado de C&T, Alexandre Cardoso, no começo desta semana, na manhã de segunda-feira, 30 de março, durante solenidade de início das obras do Museu Ciência e Vida. Composto por três exposições permanentes, um planetário com tecnologia 3D, auditório destinado a exibições de cinema ou teatro, além de exposições temporárias, o museu terá quatro andares. Segundo Cardoso, o projeto já conta com as verbas empenhadas para a execução de suas obras e deve ser inaugurado no dia 25 de dezembro deste ano. O projeto é o resultado de uma parceria da Secretaria de C&T, FAPERJ, Centro de Ciências e Educação Superior a Distância do Estado do Rio de Janeiro (Cecierj) e Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

A solenidade de início das obras foi realizada no auditório do prédio do antigo Fórum de Caxias, local onde será construído o novo museu. Além de Alexandre Cardoso, o evento contou com a presença do governador Sérgio Cabral; do vice-governador e secretário de Obras, Luiz Fernando Pezão; da secretária de estado de Ação Social, Benedita da Silva; do prefeito de Caxias, José Camilo Zito; da vice-presidente de divulgação científica do Cecierj, Mônica Damouche, do presidente do Museu da Vida/Fiocruz, Pedro Paulo Soares; do diretor da Empresa Municipal de Obras Públicas (Emop), Ícaro Moreno; do reitor do Centro Universitário da Zona Oeste (Uezo), Roberto Soares de Moura; do presidente da Fundação de Apoio à Escola Técnica do Rio de Janeiro (Faetec), Celso Pansera, e diversas outras autoridades.

O evento lotou o auditório do antigo Fórum com a presença de mais de 200 pessoas. Na ocasião, Sérgio Cabral destacou a importância do futuro museu como um espaço para estimular a educação de jovens e o turismo na região. “Neste espaço, os jovens poderão aprender num local equipado com o que há de mais moderno em termos de interatividade em todo o mundo”, afirmou. “Além disso, pela qualidade do novo espaço não só os moradores da Baixada e de Duque de Caxias, mas turistas de todo o Brasil e até mesmo do exterior deverão visitar o local”, acrescentou.

Já o secretário de C&T, Alexandre Cardoso, destacou o papel do museu em trazer ao conhecimento do público uma parte da história da Baixada que poucos conhecem. “O local mostrará as características ambientais e riquezas da região. Temos uma refinaria em Duque de Caxias, mas quase ninguém sabe como funciona. Por isso, aqui no museu, haverá uma réplica da refinaria e exposições sobre geração de energia”, afirmou Cardoso.

O vice-governador e secretário de Obras, Luiz Fernando Pezão destacou os investimentos feitos na região. “Estamos realizando muitas obras voltadas para educação de jovens e adultos, como a construção de CVTs (Centro de Vocação Tecnológica, destinados à formação de técnicos) e de polos de educação a distância em Caxias e nos municípios da Baixada. Além disso, estamos desenvolvendo uma obra de dragagem no rio Sarapuí e a criação de um arco metropolitano no local, o que contribuirá para melhorar as condições de vida da população e para trazer crescimento econômico no local”, explicou Pezão.

Por último, a vice-presidente de divulgação científica do Cecierj, Mônica Damouche, destacou a importância dos investimentos em museu no crescimento do país. “Apenas 18% dos municípios do Brasil possuem museus e este é um presente do estado para a Baixada. Hoje em dia, estes espaços são altamente rentáveis para a economia local: a cada um real investido pelos governos na criação de um museu, o próprio espaço consegue captar por meio de cobrança de bilheteria, exposições e outras atividades”, disse Mônica.

A visita ao museu será iniciada pelo último andar, com acesso feito por elevador, destinado a portadores de deficiência física ou por rampa. Ali, ficará montada permanentemente a exposição “A energia que move o mundo”, criada em parceria com a Petrobras. Nela, o visitante entrará em contato com os métodos mais modernos de obtenção de energia e poderá entender melhor como é feita a extração do petróleo, observando um simulador usado no treinamento para operadores de plataformas. No térreo, haverá um planetário, onde uma cúpula de oito metros de diâmetro possibilitará a projeção de aproximadamente seis mil estrelas.

No terceiro andar, o visitante aprenderá um pouco mais sobre seu próprio corpo. A exposição “Viagem pelo corpo humano” mostrará o funcionamento de órgãos vitais e como o organismo reage às doenças que mais acometem os moradores da Baixada. Uma área dessa exposição será destinada às crianças, “Corpinho humano”. No segundo andar do museu, “Da gota d’água ao meu ambiente” mostrará todas as riquezas da Baixada e o papel do homem na degradação do meio ambiente. No primeiro andar, a Sala de Aquários convidará o público a ver e interagir, nos tanques de contato, com a fauna marinha que existe e a que já habitou a Baía de Guanabara.

© FAPERJ – Todas as matérias poderão ser reproduzidas desde que citada a fonte.