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Jean-Claude Carrière: “O e-book vai desaparecer”

Escritor diz que o livro eletrônico será substituído a partir do momento em que outra engenhoca puder conectar os leitores com todas as bibliotecas do mundo.

21/05/2010

REDAÇÃO ÉPOCA

Dois escritores, amantes do livro e da leitura, encontram-se para registrar diálogos sobre o que será do objeto de seu afeto quando as novas tecnologias começarem a democratizar os livros eletrônicos. As conversas de Umberto Eco e Jean-Claude Carrière, organizadas por Jean-Philippe de Tonnac, transformam-se no livro _não contem com o fim do livro que está sendo lançado no Brasil pela Editora Record.

Além de escritor, Jean-Claude Carrière é dramaturgo e roteirista. Nasceu em 1931, trabalhou com Luis Buñuel, escreveu mais de 80 roteiros e é autor de mais de 30 livros. De Paris, Jean-Claude Carrière conversou com ÉPOCA sobre os diálogos com Umberto Eco, o livro, o futuro da leitura e a preservação da memória.

ÉPOCA - De quem foi a ideia de fazer o livro e como ele foi realizado?
Jean-Claude Carrière - Conheço Umberto há muito tempo. Temos mais ou menos a mesma idade. Já trabalhamos juntos em outro livro, há alguns anos. A idéia surgiu com o aparecimento do e-book, o livro eletrônico. Foi Jean-Philippe Tonnac, o jornalista que fala conosco no livro, quem teve a ideia. Ele falou com um editor, da Grasset, que imediatamente concordou em fazer o livro. Ele foi feito em vários tempos, quer dizer, primeiramente trabalhamos em Paris, na minha casa. Logo depois fui passar duas semanas na casa de campo de Umberto, na Itália. Nós trabalhamos muito, os dias inteiros, e em seguida revisamos as transcrições dos nossos textos orais. O material é apresentado como conversas, mas na verdade nós reescrevemos e retrabalhamos as falas. E Jean-Philippe de Tonnac organizou o material e dividiu-o em capítulos.

ÉPOCA - No texto, vocês se referem à permanência do livro considerando quase sempre o livro no papel. Em sua opinião, o que faz do livro um livro?
Carrière - Essa é uma pergunta que ninguém nunca se faz. Pois um livro é um objeto que nós lemos. Então, por exemplo, nós chamamos de “livro” um manuscrito da Idade Média, escrito à mão, que não é impresso. Da mesma maneira, nós chamamos de “livro” também o livro eletrônico. Então, um livro não é necessariamente um objeto impresso, cujas páginas a gente vira com o auxílio da mão. É um objeto que é lido e que tomou várias formas ao longo dos tempos. Mas nem foram tantas formas assim, afinal, desde o século XV, quando foi inventado o livro impresso, essa forma se manteve a mesma em todos os lugares do mundo. Ele continua sendo sempre o mesmo tipo de objeto e tudo leva a crer que assim continuará por um bom tempo. Como diz Umberto, é uma forma que foi encontrada, como um martelo, como uma colher, e que atende perfeitamente a demanda que temos para essa forma.

ÉPOCA - Em várias passagens do seu livro, o senhor demonstra uma grande preocupação com a preservação da memória. Que riscos correm o livro e a leitura?
Carrière - Confunde-se muito o livro e a leitura. Não é a mesma coisa. O livro é um objeto, a leitura é uma atividade. Será que a leitura está sendo ameaçada? Por ora, não. Absolutamente. Pois, para usar um computador e todos os objetos eletrônicos que nós utilizamos, é preciso saber ler. Além disso, utilizamos às vezes um certo vocabulário, ainda mais complicado, que é a linguagem do próprio computador. Há signos novos a serem aprendidos. Umberto e eu pensamos - e não somos os únicos - que cada vez que surgem novas técnicas, essas pretendem eliminar todas as outras. Por exemplo, quando o cinema apareceu, pensou-se que era o fim do teatro, da ópera e até mesmo o fim da literatura. De modo algum. O cinema ocupou um lugar entre as várias formas de expressão. Então, é provável que a leitura eletrônica seja extremamente útil para documentos, para cientistas, para juristas, e mesmo para mim às vezes será útil. E é muito provável que ela vá ocupar um espaço entre outras formas de leitura.

ÉPOCA - Se o senhor pudesse resumir, quais seriam as vantagens e as desvantagens dos livros digitais?
Carrière - Quando eu trabalhava com Luis Buñuel, em um filme que se chamava Via Láctea, e que trata das heresias da religião cristã, eu era obrigado a carregar comigo 50 livros sobre a história das heresias. Hoje, eu poderia carregar todos num e-book. Tomaria tempo para fazê-lo, mas seria muito mais cômodo para transportar. E até mesmo para consultar, porque eu poderia ter um sistema de referências que me permitiria ir diretamente ao assunto que gostaria de consultar.

ÉPOCA - E as desvantagens?
Carrière - O uso do livro digital não é igual ao uso do livro. O inconveniente é que lemos todos os livros no mesmo suporte, que não tem diferença de formato e que não tem diferença quanto à qualidade do papel, temos o mesmo objeto para ler coisas extremamente diferentes, ao passo que – pensamos Umberto e eu, como todos os admiradores do livro – há uma relação entre a forma de um livro, seu aspecto exterior, e seu conteúdo. Não é o caso do e-book, evidentemente, que é sempre o mesmo.

ÉPOCA - Há uma funcionalidade no Kindle que permite, ao sinalizar ou fazer anotações em um determinado trecho do livro, que outros leitores, que destacaram o mesmo trecho, possam ter acesso a esses comentários. Como o senhor vê essa possibilidade de compartilhamento, de socialização das observações, sendo a leitura um exercício tão íntimo, ao menos até hoje em dia?
Carrière - Sim, conheço isso, é extremamente útil para todos os trabalhos de pesquisa, de erudição, trabalhos científicos e da área do direito. Pode ser muito útil, pode prestar grandes serviços. Mas é também preciso dizer que o e-book já está obsoleto. Já está ultrapassado. Pois teremos no ano que vem uma nova geração de telefones celulares que nos colocarão diretamente em contato com as bibliotecas, ou seja, não teremos mais necessidade de abastecer o nosso e-book. É esse o problema no momento: o mais cansativo é colocar no e-book o que queremos levar na viagem, ou o que queremos consultar a seguir. A partir do momento em que tivermos outra engenhoca que poderá nos conectar com todas as bibliotecas do mundo, o e-book vai desaparecer.

ÉPOCA - Desde que os diálogos do livro foram gravados, algumas mudanças ocorreram no mercado de livros digitais. Uma delas, o surgimento do iPad, da Apple. Diante disso, o que o senhor acrescentaria ao que está dito no livro? Cabe alguma atualização?
Carrière - Isso não muda nada do que dissemos no livro, absolutamente nada. O verdadeiro problema da técnica contemporânea, que nós seguimos de perto – Umberto e eu somos espíritos totalmente abertos às novas técnicas -, é que elas ficam obsoletas muito rápido. É a rapidez extrema com que se sucedem as invenções. O número de vezes que mudamos nosso suporte para poder olhar filmes é impressionante. E nos custou muito dinheiro. A questão a se colocar é: será que esse desenvolvimento espetacular das novas tecnologias vai chegar a um ponto de parada? Será que em alguns anos se chegará a um objeto que será definitivo? É essa a verdadeira questão que todos ao nosso redor se colocam. Por ora, não se trata, de modo algum, de comprar um e-book, pois você sabe, com certeza, que o conteúdo que se coloca nos e-books não vai durar mais que cinco anos.

ÉPOCA - A propósito, o senhor acredita que com a conectividade e as outras tantas possibilidades dos livros eletrônicos, poderíamos ter uma espécie de livro vivo, um texto literário em constante atualização?
Carrière - De todo modo um texto nunca permanece igual. Ele muda de acordo com o leitor. Se você e eu lermos o mesmo texto, leremos cada um à nossa maneira. Não será o mesmo texto.

Fonte: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca

maio 21, 2010   No Comments

Google anuncia sistema que vai levar internet à TV

20/05/2010.

MARINA LANG
da Reportagem Local

Dentro das expectativas que pairavam no mercado há meses, o Google anunciou o sistema de TV na conferência de desenvolvedores I/O nesta quinta-feira (20), em San Francisco, nos EUA.

A ambição do Google mira em um público espectador composto por 4 bilhões de pessoas, o que faz deste mercado o maior do mundo, com publicidade equivalente a US$ 70 bilhões anuais.

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Grosso modo, o sistema leva comandos da internet à programação televisiva –por exemplo, se o usuário faz uma busca pelo seriado “House”, vai encontrar resultados tanto da televisão (canais FOX e USA nos Estados Unidos) e quanto da internet (Fox, Hulu e Amazon, também tendo como parâmetro os EUA). Usuários também poderão gravar o conteúdo, por meio do sistema digital DVR.

Segundo o blog de tecnologia Engadget, o Google disse que o “vídeo deve ser consumido na maior, melhor e mais brilhante tela na sua casa, que é a TV”.

O sistema da plataforma de web para TV roda em sistema operacional Android 2.1, tem navegador Chrome e tecnologia Flash 10.1. O Google anunciou que vai liberar ferramentas para desenvolvedores “criarem suas próprias experiências”. Na I/O, participam 3.000 programadores que trabalham com o sistema do Google.

Também foram confirmadas as parcerias com Sony (responsável pelo aparelho televisivo), Intel (processador Atom) e Logitech (o chamado box do sistema de TV-internet), conforme rumores que circulavam há meses.

“Para usuários, não importa de onde o conteúdo venha. Eles querem apenas que seja rápido e conveniente”, disse o gerente de produto do Google, Rishi Chandra.

A tela inicial apresentada pelo Google dispõe todo o conteúdo favorito do usuário, assim como aplicativos –com parcerias da Amazon e da NetFlix, segundo o executivo do Google.

Na conferência, houve demonstração de personalização de conteúdos na televisão, a partir do exemplo de que o filho de Chandra gosta da série infantil Sesame Street (Vila Sésamo, na versão norte-americana). Com o Google TV, ele pode centrar o que vai assistir nos personagens favoritos, por intermédio do site oficial do seriado.

Outra função simultânea apresentada pelo Google é voltada ao esporte: no exemplo, um jogo de basquete figura em uma tela secundária, enquanto o usuário navega pela tabela de resultados do Yahoo! no browser, em primeiro plano. “É apenas uma ferramenta simples”, comentou Chandra.

No hardware, vêm embutidos conexão Wi-Fi, entrada para cabo existente (TV ou satélite) que é conectado à caixa de TV do Google via HDMI, unidade de processamento gráfico (para gráficos avançados de visualização na internet) e microprocessador para sinal digital (voltado para áudio).

O Google teve alguns problemas técnicos na demonstração do sistema no evento, e atribuiu isso ao sistema Bluetooth dos celulares ligados. Mesmo pedindo constantemente o desligamento dos aparelhos, o problema persistia.

“Vocês viram o potencial da computação em nuvem. Vocês viram a possibilidade de ir do servidor para o cliente –nesse caso, a televisão– e vocês ainda podem programá-la, usando as poderosas ferramentas [de programação] que usamos todos os dias”, disse Eric Schmidt, executivo-chefe do Google, que subiu ao palco no final da apresentação.

 

 

maio 20, 2010   No Comments

O português é a oitava língua mais falada no mundo e terceira entre os países ocidentais, atrás apenas do inglês e espanhol.

Cerca de 200 milhões de pessoas se comunicam através do idioma, adotado oficialmente em oito países: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste. É também uma das línguas oficiais da União Européia, desde que Portugal passou a integrar o grupo.

O idioma foi introduzido no Brasil por volta do século XVI, com início da colonização portuguesa. No entanto, os índios também ensinaram aos europeus o tupi-guarani, em especial o Tupinambá, um dos dialetos Tupi. A Língua Geral, ou Tupinambá, se tornou a mais falada no Brasil no fim do século XVII, inclusive com característica literária, já que era usada por missionários na tradução de peças sacras, orações e hinos.

Preocupada em garantir a presença política no Brasil, Portugal decretou a lei do Diretório, em 1757, que considerava a língua predominante “invenção verdadeiramente abominável e diabólica”. Crianças, filhos de portugueses e indígenas foram proibidos de aprender e falar outra língua que não o português.

Inicialmente, a regra valia apenas para as áreas onde hoje estão os estados do Pará e Maranhão. Mas, em 1759, um alvará ampliou a lei, tornando obrigatório o uso da língua portuguesa em todo o território nacional, assegurando sua hegemonia de ensino.

Fonte:

http://www.brasil.gov.br/sobre/o-brasil/estado-brasileiro/idioma

maio 13, 2010   No Comments

Ter imagens em movimento com som numa folha de jornal, revista ou livro já não é mais miragem!

Esta tecnologia já existe e é denominada de VIP - Video In Print.

Se ao folhear o jornal de repente as imagens começarem a movimentar-se não entre em desespero. Não, não está a enlouquecer! É mesmo real!

Com esta tecnologia vai ser possível incorporar vídeos animados ao texto estático, típico dos jornais e livros impressos.

O VIP foi desenvolvido pela Americhip, está disponível em ecrãs de 2,4″ e 4,1″ (ca. de 6 a 10 cm na diagonal); permite a visualização de filmes até 120 minutos e disponibiliza até cinco botões de selecção de conteúdo; outra característica a sublinhar é a possibilidade de fazer download de conteúdos através de uma porta USB incorporada, esta porta também tem a funcionalidade de recarregamento da aplicação.

Neste momento, a grande questão é o preço da aplicação desta tecnologia. Este factor pode ser um entrave ao sucesso de implementação por parte das empresas.

Em Portugal, a empresa que vai lançar e comercializar o VIP é a Pixel.

Fonte: http://biblioinformar.blogspot.com

maio 9, 2010   No Comments

Google Goggles incorpora tradução automática de textos fotografados

O Google anunciou nesta quinta-feira (6) a nova versão da sua ferramenta de reconhecimento de imagens. A partir de agora, o Google Goggles conta com recurso de tradução automática de textos diretamente das imagens capturadas pela câmera do celular com Android.

A novidade foi possível com a junção do serviço Google Translate ao Google Goggles.

De acordo com o blog da companhia, o uso da ferramenta é bastante simples. Basta que o usuário do Google Goggles aponte a câmera de seu celular ou smartphone para o texto desejado e ajuste a caixa em volta da(s) palavra(s) que deseja traduzir. Depois de capturar a imagem com a câmera do aparelho, a ferramenta vai analisar o texto e, caso o reconheça, apresentar a opção de tradução. Em seguida, o usuário deve pressionar o botão de tradução e selecionar os idiomas de origem e destino para obter a tradução.

No momento, o Google Goggles consegue identificar textos nos idiomas inglês, francês, italiano, alemão e espanhol. Mas a companhia espera em breve oferecer o serviço em outras línguas de países latinos ou não.

Fonte: http://g1.globo.com/tecnologia

maio 9, 2010   No Comments

Diário Oficial da União abre conteúdo de 20 anos para pesquisa imediata.

DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO ABRE CONTEÚDO DE 20 ANOS PARA PESQUISA IMEDIATA (e relembra atos oficiais publicados há 50 anos)
por pedro paulo Última modificação 05/05/2010 12:49
5 de maio de 2010 - A Imprensa Nacional está intensificando a divulgação das ferramentas de busca gratuita de informações nas edições do Diário Oficial da União por meio de novos anúncios publicados nas próprias páginas do jornal. Os leitores do Diário Oficial da União podem consultar livremente os atos oficiais publicados no período de 1990 a 2010 na página eletrônica da Imprensa Nacional na internet (www.in.gov.br). Dados anteriores a 1990 podem também ser acessados, desde que solicitados pelo endereço ouvidoria@in.gov.br ou pelo telefone 08007256787.

O resultado da pesquisa tem certificação digital (ICP-Brasil), o que significa que pode ser usado como documento oficial para todos os fins. E está acessível inclusive uma ferramenta de pesquisa fonética, segundo a qual a informação será obtida, mesmo que a palavra seja digitada em ortografia distinta da usada na publicação. Isso quer dizer que, mantida a lógica fonética, o pesquisador não precisa saber como se escreve a palavra para ter sucesso na busca.

Os anúncios das ferramentas de pesquisa do Diário Oficial da União são especialmente curiosos porque mencionam atos publicados há 50 anos, quando a Imprensa Nacional foi instalada em Brasília, na mesma data da inauguração da nova capital. O anúncio desta semana traz, entre outros atos, decretos do presidente Juscelino Kubitschek que designaram, como representantes do Brasil, o poeta modernista Augusto Frederico Schmidt (4 de maio de 1960) na Comunidade Econômica Européia e o ministro das Relações Exteriores, Horácio Lafer, (5 de maio de 1960) nas comemorações do sesquicentenário da independência da Argentina.

Fonte: http://portal.in.gov.br/in

maio 7, 2010   No Comments

“Eletrônicos duram 10 anos; livros, 5 séculos”, diz Umberto Eco

Ensaísta e escritor italiano fala em entrevista exclusiva de seu novo trabalho, ‘Não Contem com o Fim do Livro’

MILÃO – O bom humor parece ser a principal característica do semiólogo, ensaísta e escritor italiano Umberto Eco. Se não, é a mais evidente. Ao pasmado visitante, boquiaberto diante de sua coleção de 30 mil volumes guardados em seu escritório/residência em Milão, ele tem duas respostas prontas quando é indagado se leu toda aquela vastidão de papel. “Não. Esses livros são apenas os que devo ler na semana que vem. Os que já li estão na universidade” – é a sua preferida. “Não li nenhum”, começa a segunda. “Se não, por que os guardaria?”

Na verdade, a coleção é maior, beira os 50 mil volumes, pois os demais estão em outra casa, no interior da Itália. E é justamente tal paixão pela obra em papel que convenceu Eco a aceitar o convite de um colega francês, Jean-Phillippe de Tonac, para, ao lado de outro incorrigível bibliófilo, o escritor e roteirista Jean-Claude Carrière, discutir a perenidade do livro tradicional. Foram esses encontros (“muito informais, à beira da piscina e regados com bons uísques”, informa Umberto Eco) que resultaram em Não Contem Com o Fim do Livro, que a editora Record lança na segunda quinzena de abril.

Fonte: http://ebooksgratis.com.br/

maio 7, 2010   No Comments