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Livro digital pode democratizar a leitura, mas muda a indústria do livro

Especialistas atribuem papel fundamental aos professores para incrementar a leitura e veem no livro digital uma oportunidade de disseminação do conhecimento, mas que traz impactos para a cadeira produtiva.

Os universitários estão lendo menos? Como estimular a leitura? O livro digital ameaça as editoras e sugere o desaparecimento do livro tradicional? Ou há novas possibilidades de negócios na cadeia do livro? Estas foram apenas algumas das questões discutidas durante a XXIII Reunião Anual da Abeu (Associação Brasileira das Editoras Universitárias) que reuniu, na sede da Fundação Editora da Unesp, em São Paulo, entre os dias 7 e 10 de junho, profissionais do mercado editorial e acadêmicos para reflexão sobre a leitura na universidade e o livro digital.

Segundo Eliana Yunes, da Cátedra Unesco de Leitura (PUC-RJ), pesquisa realizada com universitários revela que o índice de leitura dos estudantes é baixíssimo ao ingressarem na universidade, mas, ao saírem, há uma melhoria significativa, da ordem de 20%. Um aspecto fundamental levantado pela especialista é o papel dos professores como mediadores da leitura, “ensinando os alunos a lerem os textos, destrinchando-os, articulando-os, correlacionando os conhecimentos”.

Outro fator identificado como estimulante é o acesso aos bens. Nesse sentido, “a internet configura-se como um instrumento facilitador”, afirma Yunes, ressalvando, entretanto, que não é neste espaço que se forma um leitor. “A universidade pode formar novos e perenes leitores, mas cabe ao professor perceber e trabalhar a heterogeneidade de seus alunos”, referendou João Luiz Ceccantini, professor do curso de Letras da Unesp, câmpus de Assis e vencedor do Prêmio Jabuti 2009, com o livro Monteiro Lobato: livro a livro. Carlos Erivany Fantinati, docente no mesmo câmpus, reiterou a importância de o professor exercitar a explicação de texto que, para ele, “não se trata de apenas elencar seus elementos constitutivos, mas sim de identificar os elos e liames entre esses elementos”, tornando a leitura um desafio permanente. Para o filósofo Pablo Ortellado, professor da USP, a digitalização do livro tem um impacto fundamental na difusão do conhecimento entre classes sociais, que antes não conseguiriam adquirir os livros. A renda familiar de muitos estudantes é inferior ao valor da bibliografia solicitada em cursos universitários. Sem a digitalização deste conteúdo, eles não teriam uma formação adequada, como explica Ortellado, que também é coordenador do Grupo de Pesquisa em Políticas Publicas para o Acesso à Informação (GPOPAI). “Podemos fazer um comparativo com a indústria fonográfica, que precisou se reinventar após a digitalização da música. Eles utilizam a disseminação de arquivos em MP3 para divulgar o produto. E seu modelo de negócio passou por reestruturações”, diz Ortellado, para quem as editoras deverão repensar seus modelos de negócios.

Segundo dados do Observatório do Livro e da Leitura, pelo menos 3% dos leitores brasileiros são adeptos de mídias digitais (dados de 2008). “O livro digital veio para ficar”, afirmou o diretor da entidade, Galeno Amorim. Nesse sentido, Flávia Garcia Rosa, presidente da Abeu, foi enfática ao afirmar que “os professores universitários devem estar atentos aos desafios e possibilidades deste novo cenário”.

Ainda não há números oficiais sobre a venda de conteúdo digital no Brasil, mas estima-se que cerca de 7 milhões de habitantes baixem livros diariamente pela internet e, destes, a maioria é jovens de 14 a 17 anos. Segundo o secretário Municipal de Cultura de São Paulo, Carlos Augusto Calil, há um esvaziamento nas bibliotecas de universidades, pois “os alunos preferem pesquisar na internet a buscar livros na biblioteca”.

Mudanças no mercado editorial - Se de um lado há uma perspectiva de ampliação de acesso aos bens culturais, o livro digital impõe novos desafios para a indústria livreira. Durante a reunião, alguns participantes expuseram suas primeiras experiências com o livro digital. No caso da Imprensa Oficial de São Paulo, Hubert Alquéres, presidente da entidade, diz ter ficado muito surpreso com a quantidade de downloads e revelou que “algumas pessoas que baixam o livro, depois de ler, procuram o exemplar em papel, o que vai na contramão da ideia de que o digital substitua o tradicional”. Já o editor executivo da Editora Unesp, Jézio Hernani Bomfim Gutierre, contemporiza: “O e-book não deve ser considerado uma salvação para a difusão e tampouco o fim das editoras.”

Experiência espanhola - Dentre os estrangeiros, Antonio Ávila Álvarez, diretor executivo da Federación de Grêmios de Editores de España, e Inés Miret, diretora da Neturity/Madri, apresentaram uma pesquisa sobre o impacto da digitalização no catálogo, canais de distribuição e vendas e políticas de preços na Espanha. Algumas constatações: por lá,  os editores já admitem uma queda no preço de capa, para o formato virtual, entre 30% e 50%. E a aposta é que em oito anos a receita com a venda de livros digitais ultrapasse o volume de vendas de livros impressos em papel.

Dados da Fundação Germán Sánchez Ruipérez apontam que, naquele país, dos 50 primeiros livros mais visitados da Biblioteca Hispânica Digital, 40 são novos. “Até o fim de 2010, esperamos disponibilizar na rede cinco mil títulos”, diz Álvarez.

Para o diretor presidente da Editora Unesp, José Castilho Marques Neto, o encontro representou um marco para que as editoras universitárias se situem em relação ao que está acontecendo.”Ninguém tem certeza do que virá daqui para frente, mas essa é uma discussão substantiva que nos dá maior tranquilidade para buscar novos caminhos”, disse. A Editora Unesp lançou, neste ano, uma primeira coleção de livros digitais, com acesso totalmente gratuito e disponível para download em www.culturaacademica.com.br. Mais de 35 mil downloads foram feitos em menos de três meses.

Fonte: Editora UNESP

junho 14, 2010   No Comments

Edital de Fomento à Produção, Difusão e Distribuição de Livros em Formato Acessível

Inscrições até 22 de julho.

Constitui objeto deste edital o repasse de recursos financeiros a entidades privadas sem fins lucrativos para projetos que fomentem a produção, difusão e distribuição de livros em formato acessível, aqui compreendidos como livros convertidos por meio de técnicas especializadas de adaptação, que proporcionem descrição ou narração das possíveis representações gráficas presentes na obra, nos formato Daisy, Braille, livro falado (voz humana ou sintetizada) ou outro formato que permita o acesso de pessoas com deficiência visual ao seu conteúdo, excetuados os livros didáticos.

Busca-se com esse Edital estimular a instalação e o aperfeiçoamento de estruturas de produção, reprodução e distribuição de livros em formato acessível e outras ações que potencializem esses atos, garantindo a constituição de uma rede descentralizada, com vistas a suprir as demandas e particularidades regionais, em conformidade com os Editais de Fomento ao Livro e à Leitura do Ministério da Cultura, a Lei do Livro (Lei n° 10.753/2003), o Plano Nacional do Livro e Leitura, a Lei de Acessibilidade (Lei n° 10.098/2000), o artigo 46 da Lei n° 9.610/1998 e a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, promulgada pelo Decreto 6.949, de 25 de agosto de 2009.

Os proponentes poderão concorrer às seguintes categorias:

I - Infraestrutura de produção de livros em formato acessível;
II - Produção e distribuição de livros em formato acessível;
III - Capacitação e difusão em livros em formato acessível.

Confira o edital e os anexos:

Fonte: http://www.cultura.gov.br/site/2010/06/07/edital-de-fomento-a-producao-difusao-e-distribuicao-de-livros-em-formato-acessivel/

junho 8, 2010   No Comments

Zahar lança em breve distribuidora digital.

Pelo tamanho das editoras envolvidas no projeto, a Distribuidora de Livros Digitais (DLD) será determinante para que a oferta de e-books deslanche no Brasil, mas, entre as principais empresas do setor, é a Zahar que larga na frente no uso de uma ferramenta confiável para contabilizar as vendas em formato digital. Em duas semanas, a empresa pretende botar no ar sua própria plataforma de armazenamento e distribuição de e-books, o Xeriph. Assim como a DLD, o Xeriph não será acessado pelo consumidor final, mas funcionará como uma base de dados para livrarias on-line. Hoje a Zahar tem 170 e-books em oferta e contabiliza mais de oito mil exemplares vendidos. Já a Singular, que faz distribuição digital para o Grupo Ediouro, diz que ainda é desprezível o número de vendas dos cem e-books já lançados pela empresa, mas anuncia para breve uma parceria com a americana Smashwords, que permitirá a venda de seus livros na Amazon e na loja de e-books da Apple.

Fonte: http://oglobo.globo.com

junho 7, 2010   No Comments

Digitalização de livros aumenta no mundo.

No Brasil, as bibliotecas na internet contribuem para a democratização da informação.

 Nahima Maciel - 24/05/2010

O livro ainda não acabou, prateleiras de bibliotecas e livrarias continuam abarrotadas e nem o anúncio do sedutor iPad fez caírem os índices da lista dos mais vendidos do New York Times. Mas há, sim, uma batalha travada silenciosamente na galáxia do livro impresso. Enquanto se discute por aí se e-books vão substituir o papel, uma indústria paralela se prepara para digitalizar a maior quantidade de livros possível e coloca em pauta a mais importante das discussões sobre a ligação entre tecnologia e acesso à informação. Disponibilizar o conhecimento na web é democratizar a informação, mas como fazê-lo? E nesse campo de batalha há pelo menos dois fronts bem definidos. De um lado está a lógica comercial, que aceita o risco de burlar os direitos autorais. Do outro, as instituições apegadas à ética da preservação do objeto e seu autor.

José Mindlin: pouco antes de morrer, o bibliófilo doou parte do seu acervo para a USP.

Nos Estados Unidos, a Google passou por cima das leis de direitos autorais e digitalizou 12 milhões de livros. O que não está em domínio público fica indisponível na web, mas permanece integralmente armazenado nos discos rígidos da empresa para futura comercialização. Em Paris, a Biblioteca Nacional da França (BNF) criou o Gallica, sistema que armazena, online, mais de um milhão de livros e documentos. O Brasil ainda engatinha nessa trilha.

O projeto mais expressivo começou a ser realizado na Universidade de São Paulo (USP) no ano passado. A instituição disponibilizou na web 1.200 volumes da coleção de 40 mil títulos doada por José Mindlin em 2006. A biblioteca digital intitulada Brasiliana pode ser consultada por qualquer pessoa com acesso à internet e é um braço de projeto mais amplo que envolve a construção de um prédio para receber o acervo de Mindlin.

O projeto de digitalização conta com financiamento de R$ 1,8 milhão do Ministério da Cultura e da Fapesp. Quase nada se comparado aos 14 milhões de euros anualmente destinados ao projeto da francesa Gallica. Na França, toda compra de equipamentos audiovisuais implica o pagamento de imposto reservado para a digitalização do acervo da BNF.

Para montar a Brasiliana, a USP conta com um scanner robótico único na América Latina. Dotado de braço mecânico, o equipamento tem capacidade para digitalizar 2.400 páginas por hora. “Mas não estamos conseguindo atingir essa meta porque temos livros raros, delicados. Tenho conseguido colocar três livros novos por dia”, conta Pedro Puntoni, diretor da Brasiliana. A intenção é colocar online todo o acervo livre de direitos autorais, aqueles livros que já estão em domínio público.

Políticas sólidas
Também em São Paulo, a Mario de Andrade, maior biblioteca pública do país, amarga a falta de políticas sólidas para o livro na era digital. Entre 2000 e 2006, a instituição conseguiu disponibilizar apenas 200 obras raras e quatro mil do acervo de 3,3 milhões de itens. “É pouco. Mas temos projetos para digitalizar livros raros sobre o Brasil, são projetos que mandamos para a Fapesp”, conta a bibliotecária Joana Moreno de Andrade, responsável pela seção de obras raras.

No Rio de Janeiro a situação traz um alento. Desde 2006, a Biblioteca Nacional (BN) tem laboratório próprio e equipe de oito pessoas para digitalização do acervo. O financiamento vem de instituições estrangeiras como a Unesco, a Mellon Foundation e a brasileira Finep. “A digitalização tem dois objetivos: acesso e preservação”, diz Angela Bitencourt, coordenadora da Biblioteca Digital da BN. “Visamos democratizar o acesso à coleção, que representa a memória documental do país. É uma digitalização feita com mais cuidado, a captura tem que ser feita em qualidade alta para que esse arquivo digital possa ser cópia fiel do original.” No site, o usuário tem acesso a 30 mil itens, entre eles cinco mil áudios e oito mil imagens.

Brasília no começo

A Biblioteca Central da Universidade de Brasília (BCE/UnB), a maior da cidade, não tem projetos de digitalização do acervo físico de 500 mil livros. “Digitalizamos apenas as dissertações ainda em formato impresso e a produção dos pesquisadores. Nosso acervo de livros não está digitalizado nem vai estar tão cedo por causa do volume e do custo, que é muito alto”, avisa Sely Costa, diretora da instituição.

A Biblioteca do Senado Federal é a única da cidade engajada em um programa de digitalização. É possível consultar em rede 180 das quatro mil obras raras da instituição. São mapas e relatos dos séculos 18 e 17, documentos históricos como a Nova orbis, que narra a expedição de Joannes de Laet à América e foi publicado em 1633. “Nossa capacidade varia de acordo com a qualidade dos documentos. Obras raras têm que ter manuseio cuidadoso, mas fazemos de seis mil a sete mil páginas por mês e o projeto começou em agosto de 2009″, conta o bibliotecário André Luiz Lopes. Já na Biblioteca Nacional Leonel Brizola, nem mesmo o acesso ao acervo físico está liberado para os usuários.

Curiosidades online

Biblioteca Digital do Senado
Documentos e relatos sobre a expedição Cruls, cartas trocadas entre Dom Pedro I e Dom João VI na época do Brasil Império.

Biblioteca Brasiliana USP
É a única biblioteca pública no Brasil cujo acervo possui cinco livros de Francisca Júlia, poeta paulistana do início do século 20 importante para a história da literatura na cidade. A Brasiliana também colocou online toda a poesia de Vinicius de Morais, depois de um acordo com a família do compositor, que liberou os direitos autorais.

Biblioteca Digital da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro
A coleção de mais de duas mil fotografias da imperatriz Maria Thereza Chirstina está disponível no site. Cada imagem vem acompanhada de fichas detalhadas sobre a foto.

junho 2, 2010   No Comments

Site reúne tweets sobre filmes.

A integração entre sites e a ferramenta de microblog Twitter são cada vez mais comuns e as novidades não param de surgir. Agora é a vez do Mombo, um site que filtra informações sobre filmes através de tweets que os usuários do microblog disparam pela internet.

Como a ideia ainda é nova, não há muitas informações sobre como o processo funciona. O que se sabe é que o Mombo rastreia os tweets dos usuários e coleta qualquer um que possua nomes de filmes. Em seguida, o site arquiva separadamente tweets bons e ruins na página do filme. Quanto mais tweets positivos, mais estrelas o filme ganha. Se os negativos forem surgindo, o filme vai perdendo estrelas.

Se você gostou da ideia, vale começar a twittar sobre aquele filme bacana que você assistiu. Se não gostou, também vale um tweet. Porém, a versão existente do site é em inglês, então lembre-se de twittar o filme com o nome original.

Fonte: http://olhardigital.uol.com.br

maio 31, 2010   No Comments

Revista Digital mostra como o Brasil superou a crise econômica 2008-2009

28/05/2010 15:56 - Portal Brasil

Em 15 de setembro de 2008, o mundo parou para acompanhar a corrida do mercado financeiro causada pelo pedido de concordata do banco norte-americano de investimento Lehman Brothers. Tempos depois, esse fato ficou conhecido como o marco da crise econômica 2008-2009. O Brasil, apesar da grave instabilidade mundial, conseguiu manter o crescimento, com aumento real do salário mínimo e aquecimento do mercado. É o que mostra a reportagem especial da Revista Digital do Portal Brasil.

Veja também na seção Um dia Com como as praias do Recife, em Pernambuco, ficaram mais seguras aos banhistas e surfistas depois da adoção do projeto Protuba, que monitora a orla e afasta os tubarões da costa. Esse trabalho de monitoramento é feito pelo barco Sinuelo, que patrulha as águas desde 2004. A eficiência se revela nos números. Desde 1992, foram 53 ataques, 20 deles fatais. Mas quase todos fora do turno do Sinuelo. Num período de 50 meses de ação do Protuba, foram apenas dois ataques.

A Revista Digital traz ainda nove reportagens, entre elas o sucesso do ProUni, que já garantiu o acesso de mais de 600 mil estudantes ao ensino superior privado, e como um projeto social reverteu a situação da tribo indígena waimiri atroari, no Amazonas, que estava prestes a desaparecer e hoje tem um crescimento populacional de 5% ao ano.

Fonte: http://www.brasil.gov.br/noticias

maio 28, 2010   No Comments

Google cria pesquisa segura no buscador.

O Google criou uma nova maneira para os internautas protegerem suas buscas feitas pelo site. A partir da próxima sexta-feira, 28/05, a empresa vai liberar o modo de pesquisas codificada pelo padrão SSL.

A tecnologia utilizada foi criada para prevenir acessos não autorizados à informações que trafegam entre o computador do usuário e do servidor. No Google, o SSL vai preservar a transmissão dos termos inseridos pelo internauta e os resultados obtidos.

“É uma adição útil à privacidade e segurança online, e continuaremos a adicionar codificação em mais opções de busca”, comentou o engenheiro de Software do Google, Evan Roseman, no blog oficial da companhia.

O novo serviço será habilitado por meio da mudança de “http” para “https” no início do endereço do site (https://google.com). O recurso será disponibilizado em versão de testes, sendo assim, ainda pode apresentar falhas.

Fonte: http://olhardigital.uol.com.br

 

 

maio 24, 2010   No Comments

Tecnologia promete revolução na forma de educar crianças e jovens

Novidades tecnológicas devem atrair a atenção dos estudantes. Elas estão sendo apresentadas na feira internacional de educação em São Paulo e uma das atrações são os óculos 3D.

A lousa é digital, a caneta é digital e o apagador também. Tudo o que o professor escreve sai direto no computador do aluno. Agora o estudante pode fazer as suas observações no texto do professor.

“A gente pode colocar imagens de filme, coisa que é impossível retratar em um quadro, em uma lousa, onde você não tem esta interatividade”, diz Leonardo Pinheiro, professor.

Tanta tecnologia ajuda também a interagir de um jeito divertido. Sabe o conhecido jogo da forca? Ele foi para o computador na mesa do aluno. O estudante toca na tela para formar a palavra. Mais um recurso que auxilia na alfabetização.

Para enxergar bem de perto cada pecinha de uma placa de componentes eletrônicos basta colocar o objeto em um aparelho que captura e projeta imagens tridimensionais. “Todo mundo tem a mesma visão de determinados pontos daquele objeto. Hoje em dia, o que você faz? Você apresenta esse objeto e passa esse objeto pela classe”, explica Ricardo Monteiro, diretor de vendas.

Como o professor faz para explicar sobre museus internacionais, a vida no fundo do mar, se tudo está distante da realidade dos estudantes? A tecnologia pode ajudar a trazer isso para mais perto. Para um passeio virtual à esses locais, basta colocar um óculos em 3D.

As professoras de Curitiba não veem a hora de usar esses efeitos especiais do cinema em sala de aula. “Acho que a possibilidade de assimilar a imagem com o conteúdo, aquilo que você quer passar para o aluno, é fantástico. Abre um leque muito maior de possibilidades”, diz Isabel Cristina Senff, professora.

Fonte:  http://g1.globo.com/jornal-hoje

maio 24, 2010   No Comments

Jean-Claude Carrière: “O e-book vai desaparecer”

Escritor diz que o livro eletrônico será substituído a partir do momento em que outra engenhoca puder conectar os leitores com todas as bibliotecas do mundo.

21/05/2010

REDAÇÃO ÉPOCA

Dois escritores, amantes do livro e da leitura, encontram-se para registrar diálogos sobre o que será do objeto de seu afeto quando as novas tecnologias começarem a democratizar os livros eletrônicos. As conversas de Umberto Eco e Jean-Claude Carrière, organizadas por Jean-Philippe de Tonnac, transformam-se no livro _não contem com o fim do livro que está sendo lançado no Brasil pela Editora Record.

Além de escritor, Jean-Claude Carrière é dramaturgo e roteirista. Nasceu em 1931, trabalhou com Luis Buñuel, escreveu mais de 80 roteiros e é autor de mais de 30 livros. De Paris, Jean-Claude Carrière conversou com ÉPOCA sobre os diálogos com Umberto Eco, o livro, o futuro da leitura e a preservação da memória.

ÉPOCA - De quem foi a ideia de fazer o livro e como ele foi realizado?
Jean-Claude Carrière - Conheço Umberto há muito tempo. Temos mais ou menos a mesma idade. Já trabalhamos juntos em outro livro, há alguns anos. A idéia surgiu com o aparecimento do e-book, o livro eletrônico. Foi Jean-Philippe Tonnac, o jornalista que fala conosco no livro, quem teve a ideia. Ele falou com um editor, da Grasset, que imediatamente concordou em fazer o livro. Ele foi feito em vários tempos, quer dizer, primeiramente trabalhamos em Paris, na minha casa. Logo depois fui passar duas semanas na casa de campo de Umberto, na Itália. Nós trabalhamos muito, os dias inteiros, e em seguida revisamos as transcrições dos nossos textos orais. O material é apresentado como conversas, mas na verdade nós reescrevemos e retrabalhamos as falas. E Jean-Philippe de Tonnac organizou o material e dividiu-o em capítulos.

ÉPOCA - No texto, vocês se referem à permanência do livro considerando quase sempre o livro no papel. Em sua opinião, o que faz do livro um livro?
Carrière - Essa é uma pergunta que ninguém nunca se faz. Pois um livro é um objeto que nós lemos. Então, por exemplo, nós chamamos de “livro” um manuscrito da Idade Média, escrito à mão, que não é impresso. Da mesma maneira, nós chamamos de “livro” também o livro eletrônico. Então, um livro não é necessariamente um objeto impresso, cujas páginas a gente vira com o auxílio da mão. É um objeto que é lido e que tomou várias formas ao longo dos tempos. Mas nem foram tantas formas assim, afinal, desde o século XV, quando foi inventado o livro impresso, essa forma se manteve a mesma em todos os lugares do mundo. Ele continua sendo sempre o mesmo tipo de objeto e tudo leva a crer que assim continuará por um bom tempo. Como diz Umberto, é uma forma que foi encontrada, como um martelo, como uma colher, e que atende perfeitamente a demanda que temos para essa forma.

ÉPOCA - Em várias passagens do seu livro, o senhor demonstra uma grande preocupação com a preservação da memória. Que riscos correm o livro e a leitura?
Carrière - Confunde-se muito o livro e a leitura. Não é a mesma coisa. O livro é um objeto, a leitura é uma atividade. Será que a leitura está sendo ameaçada? Por ora, não. Absolutamente. Pois, para usar um computador e todos os objetos eletrônicos que nós utilizamos, é preciso saber ler. Além disso, utilizamos às vezes um certo vocabulário, ainda mais complicado, que é a linguagem do próprio computador. Há signos novos a serem aprendidos. Umberto e eu pensamos - e não somos os únicos - que cada vez que surgem novas técnicas, essas pretendem eliminar todas as outras. Por exemplo, quando o cinema apareceu, pensou-se que era o fim do teatro, da ópera e até mesmo o fim da literatura. De modo algum. O cinema ocupou um lugar entre as várias formas de expressão. Então, é provável que a leitura eletrônica seja extremamente útil para documentos, para cientistas, para juristas, e mesmo para mim às vezes será útil. E é muito provável que ela vá ocupar um espaço entre outras formas de leitura.

ÉPOCA - Se o senhor pudesse resumir, quais seriam as vantagens e as desvantagens dos livros digitais?
Carrière - Quando eu trabalhava com Luis Buñuel, em um filme que se chamava Via Láctea, e que trata das heresias da religião cristã, eu era obrigado a carregar comigo 50 livros sobre a história das heresias. Hoje, eu poderia carregar todos num e-book. Tomaria tempo para fazê-lo, mas seria muito mais cômodo para transportar. E até mesmo para consultar, porque eu poderia ter um sistema de referências que me permitiria ir diretamente ao assunto que gostaria de consultar.

ÉPOCA - E as desvantagens?
Carrière - O uso do livro digital não é igual ao uso do livro. O inconveniente é que lemos todos os livros no mesmo suporte, que não tem diferença de formato e que não tem diferença quanto à qualidade do papel, temos o mesmo objeto para ler coisas extremamente diferentes, ao passo que – pensamos Umberto e eu, como todos os admiradores do livro – há uma relação entre a forma de um livro, seu aspecto exterior, e seu conteúdo. Não é o caso do e-book, evidentemente, que é sempre o mesmo.

ÉPOCA - Há uma funcionalidade no Kindle que permite, ao sinalizar ou fazer anotações em um determinado trecho do livro, que outros leitores, que destacaram o mesmo trecho, possam ter acesso a esses comentários. Como o senhor vê essa possibilidade de compartilhamento, de socialização das observações, sendo a leitura um exercício tão íntimo, ao menos até hoje em dia?
Carrière - Sim, conheço isso, é extremamente útil para todos os trabalhos de pesquisa, de erudição, trabalhos científicos e da área do direito. Pode ser muito útil, pode prestar grandes serviços. Mas é também preciso dizer que o e-book já está obsoleto. Já está ultrapassado. Pois teremos no ano que vem uma nova geração de telefones celulares que nos colocarão diretamente em contato com as bibliotecas, ou seja, não teremos mais necessidade de abastecer o nosso e-book. É esse o problema no momento: o mais cansativo é colocar no e-book o que queremos levar na viagem, ou o que queremos consultar a seguir. A partir do momento em que tivermos outra engenhoca que poderá nos conectar com todas as bibliotecas do mundo, o e-book vai desaparecer.

ÉPOCA - Desde que os diálogos do livro foram gravados, algumas mudanças ocorreram no mercado de livros digitais. Uma delas, o surgimento do iPad, da Apple. Diante disso, o que o senhor acrescentaria ao que está dito no livro? Cabe alguma atualização?
Carrière - Isso não muda nada do que dissemos no livro, absolutamente nada. O verdadeiro problema da técnica contemporânea, que nós seguimos de perto – Umberto e eu somos espíritos totalmente abertos às novas técnicas -, é que elas ficam obsoletas muito rápido. É a rapidez extrema com que se sucedem as invenções. O número de vezes que mudamos nosso suporte para poder olhar filmes é impressionante. E nos custou muito dinheiro. A questão a se colocar é: será que esse desenvolvimento espetacular das novas tecnologias vai chegar a um ponto de parada? Será que em alguns anos se chegará a um objeto que será definitivo? É essa a verdadeira questão que todos ao nosso redor se colocam. Por ora, não se trata, de modo algum, de comprar um e-book, pois você sabe, com certeza, que o conteúdo que se coloca nos e-books não vai durar mais que cinco anos.

ÉPOCA - A propósito, o senhor acredita que com a conectividade e as outras tantas possibilidades dos livros eletrônicos, poderíamos ter uma espécie de livro vivo, um texto literário em constante atualização?
Carrière - De todo modo um texto nunca permanece igual. Ele muda de acordo com o leitor. Se você e eu lermos o mesmo texto, leremos cada um à nossa maneira. Não será o mesmo texto.

Fonte: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca

maio 21, 2010   No Comments

Google anuncia sistema que vai levar internet à TV

20/05/2010.

MARINA LANG
da Reportagem Local

Dentro das expectativas que pairavam no mercado há meses, o Google anunciou o sistema de TV na conferência de desenvolvedores I/O nesta quinta-feira (20), em San Francisco, nos EUA.

A ambição do Google mira em um público espectador composto por 4 bilhões de pessoas, o que faz deste mercado o maior do mundo, com publicidade equivalente a US$ 70 bilhões anuais.

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Grosso modo, o sistema leva comandos da internet à programação televisiva –por exemplo, se o usuário faz uma busca pelo seriado “House”, vai encontrar resultados tanto da televisão (canais FOX e USA nos Estados Unidos) e quanto da internet (Fox, Hulu e Amazon, também tendo como parâmetro os EUA). Usuários também poderão gravar o conteúdo, por meio do sistema digital DVR.

Segundo o blog de tecnologia Engadget, o Google disse que o “vídeo deve ser consumido na maior, melhor e mais brilhante tela na sua casa, que é a TV”.

O sistema da plataforma de web para TV roda em sistema operacional Android 2.1, tem navegador Chrome e tecnologia Flash 10.1. O Google anunciou que vai liberar ferramentas para desenvolvedores “criarem suas próprias experiências”. Na I/O, participam 3.000 programadores que trabalham com o sistema do Google.

Também foram confirmadas as parcerias com Sony (responsável pelo aparelho televisivo), Intel (processador Atom) e Logitech (o chamado box do sistema de TV-internet), conforme rumores que circulavam há meses.

“Para usuários, não importa de onde o conteúdo venha. Eles querem apenas que seja rápido e conveniente”, disse o gerente de produto do Google, Rishi Chandra.

A tela inicial apresentada pelo Google dispõe todo o conteúdo favorito do usuário, assim como aplicativos –com parcerias da Amazon e da NetFlix, segundo o executivo do Google.

Na conferência, houve demonstração de personalização de conteúdos na televisão, a partir do exemplo de que o filho de Chandra gosta da série infantil Sesame Street (Vila Sésamo, na versão norte-americana). Com o Google TV, ele pode centrar o que vai assistir nos personagens favoritos, por intermédio do site oficial do seriado.

Outra função simultânea apresentada pelo Google é voltada ao esporte: no exemplo, um jogo de basquete figura em uma tela secundária, enquanto o usuário navega pela tabela de resultados do Yahoo! no browser, em primeiro plano. “É apenas uma ferramenta simples”, comentou Chandra.

No hardware, vêm embutidos conexão Wi-Fi, entrada para cabo existente (TV ou satélite) que é conectado à caixa de TV do Google via HDMI, unidade de processamento gráfico (para gráficos avançados de visualização na internet) e microprocessador para sinal digital (voltado para áudio).

O Google teve alguns problemas técnicos na demonstração do sistema no evento, e atribuiu isso ao sistema Bluetooth dos celulares ligados. Mesmo pedindo constantemente o desligamento dos aparelhos, o problema persistia.

“Vocês viram o potencial da computação em nuvem. Vocês viram a possibilidade de ir do servidor para o cliente –nesse caso, a televisão– e vocês ainda podem programá-la, usando as poderosas ferramentas [de programação] que usamos todos os dias”, disse Eric Schmidt, executivo-chefe do Google, que subiu ao palco no final da apresentação.

 

 

maio 20, 2010   No Comments